Derrotados e ex-governadores avaliam primeiro ano de Camilo Santana como governador

04/01/2016 -  Sem grandes obras nem programas, mas com clara mudança no estilo de governar. Em síntese, a avaliação dos candidatos derrotados na eleição de 2014 e de ex-governadores do Estado sobre o primeiro ano do governo de Camilo Santana (PT) definiu a gestão Camilo como de “manutenção”. 
Opositores, os três ex-candidatos aproximaram-se nas respostas. Tanto Ailton Lopes (Psol) como Eliane Novais (PMDB) e o senador Eunício Oliveira (PMDB), que chegou ao segundo turno da disputa com Camilo, afirmaram que não repetiriam nenhuma ação empregada pelo governador neste ano.
Como ponto negativo, a área de saúde foi destacada, apesar de segurança e educação, além de ações de combate à seca, também terem sido citadas pelos três. De positivo, a personalidade “mais aberta ao diálogo” de Camilo.
O pensamento dos candidatos derrotados no último pleito sobre o que aconteceu nos primeiros 365 dias de Camilo no cargo que todos cobiçaram estar ocupando em meio a uma das disputas mais duras da história política do Estado, inclusive com a necessidade de um segundo turno para definir o vencedor. Camilo, que seria o vencedor, e Eunício Oliveira protagonizaram uma acirrada briga que levou o quadro indefinido até o último momento, com as pesquisas indicando vantagem do petista, mas dentro de uma margem de erro que não permitia dar sua vitória como antecipadamente certa.
Já a visão dos que já estiveram no lugar de Camilo é de compreensão do momento difícil e identificação com algumas situações vividas pelo governador do Ceará. Dos cinco ex-governadores do Estado ainda vivos, apenas os aliados de Camilo, Cid e Ciro Gomes (ambos no PDT), não se pronunciaram.
Gonzaga Mota destacou o momento de seca, situação parecida com a enfrentada por ele no mandato de 1983 a 1987.
Para ele, o petista “tem se esforçado muito e atuado de forma bastante satisfatória, num ano que seria difícil para qualquer um”. A avaliação é parecida com a do senador da oposição Tasso Jereissati (PSDB), que afirmou “entender” não ter sido possível “resolver alguns problemas”.
Tasso destacou o cenário nacional, com crise econômica que afetou arrecadação e repasses federais. Segundo ele, Camilo “apresentou bom senso e tranquilidade” para enfrentar a instabilidade. O mais crítico foi o presidente do PR no Ceará, Lúcio Alcântara, que criticou o que chamou de “lealdade política” de Camilo com o antecessor Cid Gomes (PDT).
Para ele, a situação difícil foi causada mais pela situação em que Cid entregou o governo à Camilo do que pela crise econômica. “O primeiro ano é um ano sem realizações, sem obras, sem nenhum programa novo e relevante. E não tenho uma perspectiva otimista para os próximos anos”, afirmou Lúcio.

O POVO Online
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