Governador anuncia que não haverá concurso para a Polícia Civil até 2018

13/01/2016 - Não haverá um novo concurso para Policial Civil no Ceará, pelo menos, até o ano de 2018. A afirmação foi feita pelo governador do Estado, Camilo Santana, nesta terça (12), durante a abertura do curso de formação profissional da Polícia Civil para os aprovados no concurso de 2015. A proposta do gestor é chamar, paulatinamente, os candidatos que foram classificados após o número de vagas inicialmente destinado e que ainda aguardam pelo sinal verde do governo para prestarem as etapas seguintes do certame.
Camilo chegava ao Centro de Eventos do Ceará (CEC) para participar da solenidade da aula magna quando foi interpelado por um grupo de candidatos do concurso de 2015. Eles reclamavam que a quantidade de pessoas chamada para o curso de formação era aquém do esperado. A alegação era que o triplo do número das vagas teve o nome publicado no Diário Oficial do Estado como aprovado, mas apenas um terço deles estaria iniciando as aulas. 
“Apenas o número exato de vagas foi chamado pelo governador, mas o concurso aprova o triplo das vagas. Pedimos que seja vista essa situação, pois há muita gente cujo nome foi publicado no Diário Oficial mas não foi chamado. A Polícia Civil precisa de pessoal, está deficitária, então é mais que necessário haver essa atenção para chamar um número maior de aprovados”, relatou uma candidata ao cargo de escrivã dentre os remanescentes do certame.
Camilo, no entanto, garantiu que não haverá um novo concurso até o fim do mandato, prometendo que chamaria os demais aprovados à medida que as condições financeiras do Estado permitam ao governo investir e ampliar a Polícia Civil do Ceará.
“Não vai ter mais (concurso). Vamos chamar o cadastro (de reserva). Como vocês têm percebido, a gente tem um compromisso de olhar para a segurança pública, pois é um grande anseio da sociedade. Mas eu não esperava enfrentar um problema de crise hídrica. Investi muito dinheiro nisso. Se chover esse ano, resolve 50% dos meus problemas. E tem a crise da economia. Vamos esperar que as coisas melhorem”, disse aos populares, que levavam faixas e camisas cobrando mais vagas para policiais civis.

Diário do Nordeste
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