Apoiado por Platini, Infantino é o novo presidente da Fifa

26/02/2016 - Depois de 42 anos, a Fifa volta ao controle da Europa. Nesta sexta-feira, a entidade elegeu osuíço-italiano Gianni Infantino como seu novo presidente, colocando um fim à Era Blatter. Apoiado pela Uefa, o dirigente representa o retorno dos europeus no controle do futebol mundial, depois de décadas nas mãos de João Havelange e seu sucessor, Joseph Blatter. 
Infantino somou 115 votos, superando seu maior rival, o xeque do Bahrein, Salman bin Ebrahim Al Khalifa, com 88, no segundo turno da votação. O príncipe jordaniano Ali bin Al Hussein teve apenas quatro votos, enquanto Jérôme Champagne não recebeu nenhum. 
O processo eleitoral foi a conclusão de uma crise que começou em maio de 2015, com a prisão de dirigentes em Zurique e que terminou, dias depois, com a queda de Blatter. O suíço foi obrigado a convocar novas eleições. Mas foi obrigado a abandonar seu escritório diante de suspeitas de corrupção. 
Blatter, apesar de também ser suíço, jamais foi considerado como um representante dos interesses europeus na Fifa. Primeiro, por ser afilhado político de Havelange. Depois, por garantir seus votos justamente nas pequenas federações nacionais na África e no continente asiático.

Infantino, de 45 anos e secretário-geral da Uefa, também não era o nome escolhido para concorrer à presidência. Ele apenas se tornou candidato quando seu chefe, Michel Platini, foi obrigado a abandonar a corrida, também por suspeitas de corrupção. Infantino, assim, passou a herdar os votos do francês, mas insistiu por meses e em cada entrevista que ele não era Platini.
Para a América do Sul, ele promete medidas para manter os jogadores na região. "Precisamos ajudar o futebol sul-americano, que é o coração do futebol mundial", disse Infantino. Mas arrancou aplausos quando anunciou que iria "distribuir o dinheiro da Fifa". "Esse é o dinheiro de vocês", declarou aos 207 delegados, que o aplaudiram. 
Infantino conquistou dezenas de votos prometendo distribuir mais recursos dos cofres da Fifa para as delegações nacionais, com um cheque de US$ 5 milhões (R$ 20 milhões) para cada. A proposta foi acusada por seus opositores de serem ameaçadoras e que poderão levar a Fifa à falência. 
Infantino, porém, assume com uma tarefa importante: reformar a Fifa, evitar sua quebra financeira e ainda restaurar a credibilidade em uma entidade em que seus principais líderes estão presos, em fuga ou afastados.

Agência Estado
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