Aumentam para 70% as chances de chuvas abaixo da média no Ceará

23/02/2016 - “Segue tendência de poucas precipitações até o fim da quadra chuvosa. Não é a informação que gostaríamos de passar, mas, como instituição, temos o dever de mostrar os riscos para os tomadores de decisão”, afirmou Eduardo Sávio Martins, presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME) fazendo referência ao prognóstico climático elaborado para os meses de março, abril e maio de 2016 no Ceará. O documento foi finalizado nesta segunda-feira, 22 de fevereiro. Segundo esta nova previsão, há 70% de probabilidades de o Estado ter chuvas na categoria abaixo da média no próximo trimestre. As chances de haver precipitações na categoria em torno da média e de 25% na categoria acima da média e 5%.
O principal fator que influencia essa perspectiva de persistência da seca no Ceará é a atuação do El Niño, que traz impactos negativos no regime de chuvas do Estado principalmente nos meses de abril e maio. Assim como observado no prognóstico anterior, divulgado em janeiro, a intensidade elevada do El Niño diminui as chances de precipitações mais regulares no Ceará.
“Significa dizer que a maior probabilidade é de que o acumulado de chuvas nos meses de março, abril e maio não consiga atingir a categoria em torno da média histórica. Já comunicamos aos setores estratégicos sobre essa tendência negativa. Agora, o que devemos fazer é nos preparar para um cenário mais complicado e conscientizar a população a fazer uso responsável da água, pois a situação dos açudes preocupa, com apenas 12,7% da capacidade total do Estado”, adverte Martins.

Oceano Atlântico
Além do El Niño intenso no Oceano Pacífico, as condições do Oceano Atlântico mostram-se neutras às chuvas no Ceará, com aquecimento na parte norte  e sul da bacia. “O somatório desses dados dos oceanos e de outras variáveis é que resultam na previsão gerada pelo conjunto de modelos atmosféricos. Infelizmente não há um quadro favorável para chuvas numa intensidade capaz de reverter os impactos que estiagem traz ao Estado desde 2012”.

Assessoria de Comunicação da FUNCEME
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