Avaliação positiva do governo Dilma cresce e impeachment perde força

A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff variou de 9% em outubro de 2015 para 11,4% em fevereiro deste ano, de acordo com pesquisa feita pelo instituto MDA sob encomenda da Confederação Nacional do Transporte (CNT). O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (24) mostra ainda que caiu de 70% para 62,4% a avaliação negativa do governo Dilma.
No quesito desempenho pessoal, subiu de15,9% para 21,8% a aprovação da presidente. Já a taxa de desaprovação do desempenho pessoal de Dilma caiu de 80,7% para 73,9%, no mesmo período avaliado.
A pesquisa mostrou ainda que 88,6% dos entrevistados têm acompanhado ou ouvido falar das investigações da Operação Lava Jato. O percentual dos que consideram que Dilma é culpada pela corrupção investigada na Petrobras variou de 69,2% para 67,8%. Já a parcela dos que consideraram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é culpado pela corrupção variou de 68,4% para 70,3%.
A pesquisa de fevereiro também avaliou a parcela dos que acreditam que o ex-presidente poderá ser investigado. Para 75,7% Lula será investigado na Lava Jato; já 18,7% acham que o ex-presidente não será investigado e 5,6% não sabem ou não responderam.

Favoráveis ao impeachment caem de 62,8% para 55,6%
A parcela de pessoas favoráveis ao impeachment da presidente caiu de 62,8% para 55,6%. A parcela contrária ao afastamento de Dilma subiu de 32,1% para 40,3%, no mesmo período.
79,3% dos entrevistados consideram que a presidente não está sabendo lidar com a crise econômica. Na avaliação feita em outubro do ano passado, esse percentual era de 80,6%. 
Além disso, para 64,1% só será possível resolver a crise econômica atual no longo prazo - três anos ou mais - ante 63,6% do levantamento anterior. 
Entre outubro de 2015 e fevereiro deste ano, caiu de 60,9% para 52,2% a parcela dos que consideram que a crise econômica é a mais grave atualmente no Brasil. Por outro lado, subiu de 35,4% para 44,1% aqueles que acreditam que a pior crise atualmente é a política.
Para 62,1% dos entrevistados, o principal motivo da crise política brasileira é a corrupção. Já 17,2% consideram a gestão Dilma como a culpada pela crise política atual. Para 12,2% a responsabilidade é do Congresso e para 4,3% a culpa é da oposição. 

Cenário estimulado aponta Aécio na frente de Lula em 2018
Em um cenário estimulado - quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados - o tucano Aécio Neves aparece com 24,6% das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2018. Na sequência, aparecem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 19,1% e Marina Silva, com 14,7%. 
Este primeiro cenário mostra ainda Jair Bolsonaro com 6,1% das intenções de voto, seguido por Ciro Gomes, com 5,8%, e com uma taxa de brancos e nulos de 19,6% e indecisos de 10,1%. 
Em um cenário com o tucano Geraldo Alckmin na disputa, o ex-presidente Lula tem 19,7%, seguido por Marina Silva, com 18%. Já o tucano registra 13,8%. Ciro Gomes tem 7,4%, Bolsonaro, 6,3%. Brancos e nulos somam 24,2% e indecisos, 10,6%. 
No terceiro cenário proposto pela pesquisa, com a inclusão de José Serra pelo PSDB, Lula repete 19,7%, seguido por Marina por 17,8% e Serra com 14,5%. Ciro tem 7,2%, Bolsonaro, 6,4%. Os que devem anular ou votar em branco somam 24,1% e os indecisos, 10 3%.

Segundo turno
Em cenários estimulados de segundo turno, o tucano Aécio Neves venceria Lula com 40,6% contra 27,5%. Votos brancos e nulos somam 25,7% e indecisos 6,2%. 
Lula também ficaria atrás de Ciro Gomes (29,1% contra 28,2%), numa eleição com grande parcela de brancos e nulos (34,3%), além de 8,4% de indecisos. 
Marina Silva (36,6%) venceria Lula (26,3%), com votos em branco e nulos em 30% e indecisos em 7,1%.

Voto espontâneo
Na avaliação de votos espontâneos o tucano Aécio Neves aparece com 10,7% das intenções, seguido por Lula com 8,3% e Marina Silva com 3,9%. Bolsonaro tem 3,2% das intenções de voto, Dilma aparece com 1,6%, Serra, 1,3% e Alckmin 0,8%.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 unidades da federação, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

Estadão Conteúdo
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