Bandeira fica amarela em março; taxa cai R$1,50

04/02/2016 - O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, informou ontem que o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) determinou o desligamento de usinas térmicas que, juntas, geram até 2 mil megawatts de energia, a partir de 1º de março. No total, serão desligados sete usinas.
"Com preços de geração (CVU) superiores a R$ 420 por megawatt-hora, a economia com o desligamento dessas usinas deve ser superior a R$ 7 bilhões", calculou o ministro. Ele ainda afirmou que, com a decisão, a bandeira vermelha, que vigora desde janeiro do ano passado, será substituída pela amarela. E, mantidas as condições climáticas, existe possibilidade de chegar a verde em abril.
"Estamos entrando em novo ciclo, com viés de baixa no custo de geração e tarifa para o consumidor", afirmou. Nos cálculos dele, somando o desligamento das térmicas em agosto do ano passado com as de agora, mais a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) 30% menor que a de 2015, as tarifas devem cair cerca de 7% a partir de março.
Apenas com as próximas sete térmicas que serão desligadas, seria gerado um recuo entre 3% e 4%. Somente no sistema de bandeiras, haverá uma queda de R$ 3 da vermelha para R$ 1,50 na amarela. Em agosto, o CMSE já tinha determinado o desligamento de usinas térmicas com custo de geração acima de R$ 600 MWh. A medida permitiu que a Agência Nacional de Energia Elétrica reduzisse o valor da bandeira vermelha de R$ 5,50 para R$ 4,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Favorável
A decisão foi tomada após análise do comitê de que a situação dos reservatórios das hidrelétricas está mais favorável. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, o nível dos reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste está hoje em 45%. A situação energética no Nordeste e no Norte - que enfrentam grave estiagem - ainda é preocupante por causa do fenômeno El Niño.

Aumento menor
Depois de fechar 2015 com aumento médio superior a 50%, as tarifas de energia elétrica deverão subir este ano também, mas abaixo da inflação. A avaliação é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. "Posso garantir que a energia este ano vai subir bem menos. A energia, que foi um problema em 2015, vai contribuir para segurar a inflação. Isso não quer dizer que as tarifas não vão subir, mas subirão abaixo da inflação", conclui.

Redação Web
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