186 anos de Antônio Conselheiro; Beato passou em Santa Quitéria

13/03/2016 - Neste domingo, 13 de Março, celebra-se 186 anos de Antônio Conselheiro, o beato que atravessou o sertão partindo de Quixeramobim, até chegar ao interior da Bahia.
Antônio Vicente Mendes Maciel passou a ser chamado de Conselheiro porque em sua peregrinação lia o evangelho para as pessoas humildes, ouvia seus problemas, procurava consolá-las com suas mensagens religiosas e dava-lhes conselhos.
Assim, foi conquistando seguidores que junto a ele fundaram o povoado de Belo Monte, numa região chamada de Canudos, fincada no sertão baiano onde a população de cerca de 30 mil pessoas vivia em comunidade e tinha em Conselheiro seu maior líder.

Mas Canudos incomodava muito aos poderosos. Padres, que se sentiam desprestigiados diante das pregações de um leigo que arrastava multidões, grandes fazendeiros que viam seus empregados abandonarem tudo para seguir Conselheiro.
A fama do beato se espalhou e começou a incomodar também a políticos que não sossegaram enquanto não viram Canudos tombar, com a rendição de seus últimos combatentes. Em 22 de setembro de 1897, morreu, sem saber ao certo qual foi a causa de sua morte.

História de Conselheiro em Santa Quitéria
Antônio Conselheiro morou por algum tempo em Santa Quitéria, como também, em algumas cidades de nossa região, como Guaraciaba do Norte (à época, Campo Grande) e Ipu, onde exerceu ofícios diversos, como pedreiro, caixeiro e vendedor ambulante.
Após flagrar a traição de sua mulher com um sargento de polícia em Ipu, retornou à Santa Quitéria, onde conviveu com Joana Imaginária, uma mulher mística e escultora de imagens sacras rústicas, tendo com ela um filho.
Em seguida, rumou para os sertões do Cariri, à época já um polo de atração de penitentes e flagelados, onde refugiou-se e deu início a uma vida de peregrinações pelo nordeste.
    Comente pelo Disqus
    Comente pelo Facebook
#Compartilhe