Cunha diz que votação do impeachment deve durar 3 dias

29/03/2016 - O presidente da Câmara dos Deputados,Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta terça-feira (29) que a votação em plenário do pedido de impeachment de Dilma Rousseff deve demorar três dias.
Réu no processo do petrolão e adversário declarado do governo, ele reafirmou que presidirá essas sessões.
Cunha afirma que a demora na votação do impeachment poderá se dar devido à fala dos partidos e ao clima de conflagração em torno do pedido. Ele lembrou que a Lei do Impeachment (1.079/1950) dá prazo de uma hora ao pronunciamento de cada um dos 25 partidos com representação na Casa.
"Isso sem contar que em qualquer sessão cada uma das lideranças partidárias pode usar a palavra para discursar", disse.
O prazo para que Dilma apresente sua defesa na Comissão Especial do Impeachment deve terminar na segunda-feira (4). A partir daí a comissão tem até cinco sessões para aprovar seu relatório.
Logo após ele vai à votação no plenário, em pelo menos duas sessões de discussão. Cunha discute com aliados marcar a votação decisiva para um domingo, com o objetivo de aumentar a audiência televisiva da votação e coincidi-la com protestos na frente do Congresso.
O Senado é autorizado a abrir o processo de impeachment caso haja o voto de pelo menos 342 dos 513 deputados.
Minutos após ser uma das estrelas da reunião do PMDB que definiu o desembarque do governo Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi alvo na tarde desta terça-feira (29) de protesto no plenário da Câmara.
Durante a sessão de votação, deputados do PT, Rede, PSOL e de outros partidos abriram uma grande faixa "Fora Cunha" e uma segunda, com os dizeres: "Cunha: sem legitimidade para conduzir o impeachment".
Como acontece em situações desse tipo, o presidente da Câmara, que conduzia a sessão, ignorou o protesto e seguiu a votação sem responder às críticas.
Quando houve um coro "fora, Cunha", puxado por adversários, aliados entoaram um "Lula ladrão" em resposta.
Cunha é réu no processo do petrolão e responde a processo de cassação na Câmara. Nesse segundo caso, porém, tem comandado sucessivas manobras para travar a sua tramitação.

Folhapress
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