Justiça traz de volta para o Ceará, bandido do PCC que liderou furto milionário no Banco Central

14/03/2016 - O vai-e-vem de bandidos entre seus estados de origem e as penitenciárias federais de segurança máxima brasileiras ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (11), quando um dos principais envolvidos no maior furto a banco no País e dos homens  fortes do PCC  retornou ao Ceará. Antônio Jussivan Alves dos Santos, o “Alemão”, voltou para Fortaleza.
Na noite de ontem, o bandido que seria um dos principais chefes da ramificação Nordeste do Primeiro Comando da Capital (PCC), muito embora ele e sua defesa neguem, desembarcou em Fortaleza em um voo comercial, escoltado por agentes da Polícia Federal (PF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
Ele estava preso em São Paulo, para onde havia levado à pedido da Justiça paulista para responder por crimes naquele Estado. No entanto, o juiz titular da Vara das Execuções Penais e Corregedoria dos Presídios do Ceará, Luís Bessa Neto, decidiu trazer o criminoso de volta.
Do Aeroporto Internacional Pinto Martins, onde desembarcou por volta das 22 horas, o chefe de quadrilha foi encaminhado à Penitenciária Hélio Viana, em Pacatuba (Região Metropolitana de Fortaleza), sob escolta de patrulhas do Comando Tático Motorizado (Cotam), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque).
Condenado, inicialmente, a 49 anos de prisão, “Alemão” teve a pena reduzida em 2011, mas tem muito tempo de cadeia ainda para pagar. Segundo decisão da Justiça Federal, Jussivan Alves dos Santos, cearense, natural de Boa Viagem (217Km da Capital), foi o principal mentor do furto na sede no Banco Central, em Fortaleza, em agosto de 2005, de onde foram retirados da casa-forte, nada menos, que R$ 264,8 milhões.

Do PCC
Apesar de negar pertencer ao PCC, “Alemão” é tido pelas autoridades da Justiça Federal como um dos “homens fortes” daquela facção criminosa paulista. E foi em São Paulo onde a organização teria planejado o furto milionário, que contou com trabalhos de escavação de um túnel de 88 metros de extensão. As obras duraram cerca de quase seis meses até os ladrões chegarem ao cofre.
Preso, pela PF em 2008, em Brasília,“Alemão” confessou à Justiça Federal participação no crime e alegou ter ficado com “apenas” R$ 5 milhões. Fugiu para diversos Estados. Por onde passou, comprou fazendas, casas, veículos e gado. Todos os bens foram sequestrados judicialmente. A mulher do bandido também foi presa e condenada.

Fernando Ribeiro
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