R$ 3,4 milhões são citados para "santo" em obra de Alckmin

26/03/2016 - Apreendido no escritório do executivo Benedicto Barbosa da Silva Jr., da Odebrecht, um manuscrito sugere que houve formação de cartel e pagamento de propina em obra do governo Alckmin, em São Paulo. As informações são do G1. 
A anotação tem como título o nome de Mogi Dutra, uma referência à obra de duplicação da rodovia. Em seguida, tem escrito: "valor da obra = 68,730,00 (95% do preço DER)". Depois, na linha seguinte, a anotação é: "custos c/ o santo = 3,436,500". A palavra "santo" aparece escrita sobre a palavra "apóstolo", que foi riscada.
Segundo a Folha de SP, a construtora que venceu a licitação foi a Queiroz Galvão. Os preços das demais empresas ultrapassaram os R$ 70 milhões, no entanto, as variações eram tão pequenas, que a diferença era pouca entre a que ficou em 2° lugar e a que ficou em 5°.
Segundo a "Folha", o padrão de preços muito parecidos em licitações é parecido com o observado entre as mesmas construtoras nos contratos da Petrobras investigados na Lava Jato.
As assessorias de imprensa de Alckmin e do DER disseram que o autor do manuscrito é quem deve dar respostas sobre as anotações. Em nota, foi informado que a Corregedoria-Geral da Administração de São Paulo vai pedir à Polícia Federal permissão para ter acesso aos depoimentos que esclarecem as anotações.
Como a regra do governo do Estado é a total transparência, o documento foi enviado para apuração da Corregedoria Geral da Administração.
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