Servidores da saúde organizam greves em meio ao surto de zika

01/03/2016 - A greve de servidores da saúde na rede municipal de Fortaleza ganhou destaque, nesta terça-feira, no noticiário nacional. Uma reportagem do Jornal Folha de São Paulo destaca a ameaça de suspensão de atividades dos servidores de saúde em meio ao avanço de casos de dengue, zika e chikungunya.
Os médicos e enfermeiros de diversas capitais do país estão em greve ou ameaçam cruzar os braços em protesto contra a falta de medicamentos e condições de trabalho e por aumento salarial. Segundo a reportagem, em Fortaleza, os médicos estão parados há uma semana.
A paralisação acontece, também, em outras capitais, como, em Maceió, onde a greve foi deflagrada, na segunda-feira (22) passada, por enfermeiros e agentes comunitários de saúde e de controle de endemias. Os médicos também ameaçam parar.
Centro de atenções do Ministério da saúde em função dos casos de microcefalia e onde há relatos de até dez horas de espera por atendimento, a cidade de Recife terá greve de enfermeiros da rede municipal de saúde a partir desta quarta-feira (2).
A reportagem da Folha de São Paulo faz relatos sobre o atendimento em hospitais e postos e saúde da capital cearense. De acordo com o texto, ‘’no posto de saúde César Cals de Oliveira, em Fortaleza, cerca de 30 pacientes aguardavam atendimento na última sexta (26). Dos seis enfermeiros que deveriam estar lá, só um estava trabalhando’’.
Em outro posto, o Irmã Hercília Aragão, segundo, ainda, a reportagem, também havia só uma enfermeira. “Tenho gente conhecida que já teve dengue e não conseguiu atendimento ou teve que esperar muito”, observo a dona de casa Daniele de Farias, 24. “Em qualquer casa, quando há crise, corta o supérfluo e mantém o necessário. A prefeitura faz o contrário”, diz Renata
Cavalcante, do sindicato dos enfermeiros do Ceará. Em nota, a Prefeitura de Fortaleza informou que mantém abertos os canais de diálogo com os servidores, que reivindicam 19% de aumento. Recife disse ter proposto reajuste de 7,5% -os servidores pedem 10,6%.

Ceará Agora
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