Crítica | Boneco do Mal (2016)

10/04/2016 - Alguns brinquedos sempre são lembrados pelo medo que despertam nas pessoas. Os integrantes da indústria cinematográfica são espertos e aproveitaram para criar filmes baseados nesse medo. Produções como o recente Annabelle (2014) e o já clássico Brinquedo Assassino (1988) – o do Chucky – fazem sucesso por nos lembrar desse temor. O longa-metragem Boneco do Mal é o mais recente exemplo dessa safra.
Em Boneco do Mal, a norte-americana Greta Evans (Lauren Cohan, da série The Walking Dead) vai à Inglaterra atrás de um emprego em uma casa de campo. Ela foi chamada pelo casal Heelshire. Porém, ao chegar, eles não estão em casa, quando o casal chega, ela finalmente pode conhecer o menino que será cuidado, Brahms.
Brahmas não é exatamente como ela imaginava. Caso aceite o trabalho, Greta terá que cuidar de um boneco (que o casal trata como se fosse seu filho, que já morreu). Assim, se aproveitando do início do trabalho de Greta, o casal decide sair de férias. Sozinha, ela começa perceber aos poucos que não vai ser tão simples assim cuidar do boneco.
A história consegue unir perfeitamente os preceitos de filmes de terror norte-americano com os de filmes de terror asiáticos (vide o chamado). É um ótimo roteiro que consegue nos prender na cadeira (aí sim). A história mantém nossa tensão constantemente alta, na medida certa, com alguns momentos mais fortes e outros nos quais a gente pode respirar um pouco.
Esta premissa de uma família que cria um boneco como se fosse seu filho morto parece familiar em um primeiro instante, mas Boneco do Mal consegue, apesar de alguns deslizes, ser um filme que nos surpreende ao final. Quem quiser entender o que se passa com esta a família Heelshire não estará perdendo o seu tempo assistindo ao filme.
Recomendo!!!

Wilker Magalhães é crítico de cinema e colunista do portal A Voz de Santa Quitéria.
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