Cunha nega "vingança", e sessão do impeachment começa com confusão

17/04/2016 - A sessão de votação do impeachment de Dilma Rousseff começou às 14h com muita confusão e interrupção. Protestos contra a petista e manifestações a favor dela tumultuaram o Salão Verde e o plenário da Casa, lotado de parlamentares, familiares, assessores e jornalistas na tarde deste domingo (17).
Em entrevista coletiva pouco antes do início da sessão, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou que tenha agido por vingança contra Dilma e acabou encerrando a entrevista pouco após a bancada do PT chegar ao Salão Verde aos gritos de "democracia".
"Com 50 pedidos de impeachment, como você poderia dizer que é vingança? A suposta prática do crime existiu", afirmou Cunha na entrevista. Segundo o peemedebista, o governo chegou a essa reta final em clima de "feirão e saldão" de cargos. Cunha não citou o aliado Michel Temer, que também negocia futuros ministérios e cargos com aliados.
No início da sessão, mais confusão. Gritos de ordem dos dois lados, faixas e muito barulho. Opositores chegaram a abrir uma faixa "fora, Cunha" na Mesa da Câmara, logo atrás de Cunha. O peemedebista mandou retirar a faixa afirmando que esse tipo de manifestação era proibido.
No início da fala de Jovair Arantes (PTB-GO), relator do pedido de impeachment, a gritaria e confusão acabou interrompendo o discurso. O petebista é a favor da abertura do processo sob o argumento de haver fortes indícios de que Dilma cometeu crime de responsabilidade.
Presidindo a sessão, Cunha pediu serenidade aos deputados "Façam a luta política em seus discursos. Mas tem que ter respeito."

Folhapress
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