Impeachment contra Dilma chega à semana decisiva

11/04/2016 - A trama em que se transformou o processo de impedimento contra a presidente Dilma Rousseff (PT) chega à sua semana decisiva nesta semana. Hoje, a comissão especial do impeachment vai ouvir os líderes partidários e, posteriormente, iniciar o processo de votação do relatório apresentado na última quarta, 6, assinado pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável à investigação da presidente. Seja qual for o resultado da votação, o parecer segue para o plenário da Câmara. A apreciação por todos os parlamentares está prevista para começar na próxima sexta-feira, 15, sendo concluída no domingo, 17.
Segundo o presidente da comissão especial, Rogério Rosso (PSD-DF), esclareceu, na sessão de votação desta segunda só terão voz os 25 líderes dos partidos para orientar suas bancadas. O tempo que cada um terá para se manifestar vai depender do tamanho do bancada, podendo variar de 3 a 10 minutos.Não serão aceitas questões de ordem, pedidos de adiamento de votação, nem retirada da votação de pauta. Em seguida, vêm as considerações finais da defesa da presidenta Dilma, com duração de 15 minutos, a cargo do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.
A previsão é de que a votação ocorra a partir das 17 horas, mas ainda não foi definido pelo presidente da Comissão a forma como a mesma se dará, se será nominal por chamada oral dos parlamentares ou registrada em painel.
A comissão tem 65 deputados. O quórum mínimo necessário é de 33. É necessário maioria simples dos votantes para aprovar ou rejeitar o relatório. Independentemente da aprovação ou reprovação do parecer, o mesmo segue para apreciação do plenário da Câmara.

O dia D
Até domingo, a batalha pelo votos dos indecisos deve ser intensa, com atuação direta de nomes da oposição, do vice-presidente Michel Temer (PMDB), da própria presidente Dilma e do ex-presidente Lula. Cerca de 100 deputados ainda não tornaram público se são contra ou a favor do impeachment da petista. Para atraí-los, tanto o atual governo como Temer colocam na mesa de negociações cargos importantes da Esplanada dos Ministérios, a serem distribuídos após o resultado da votação em plenário. 
Movimentos contra e a favor do impedimento da presidente devem aumentar a pressão contra os deputados via redes sociais e demais canais de comunicação. A tensão também deve tomar conta das ruas, com atos diários pró e contra o impeachment. São previstas ainda ações na Justiça envolvendo o impedimento da presidente e até o surgimento de novas delações premiadas, tornando o clima da semana ainda mais pesado.

O POVO Online
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