Ocupação na Câmara de vereadores de Juazeiro já dura mais de 30 horas

A ocupação na Câmara de vereadores de Juazeiro do Norte já ultrapassa 30 horas. Servidores municipais das áreas da saúde, segurança e meio ambiente ocuparam o prédio Palácio Floro Bartolomeu da Costa por volta das 3 horas de ontem em protesto ao projeto de lei que determina reajuste salarial de 7%. Cerca de 60 manifestantes, a maioria Guardas Civis Municipais (GCM), estão se revesando em turnos. Servidores e vereadores estão impedidos de entrar na prédio. A sessão ordinária de ontem foi cancelada pelo  presidente da mesa diretora, o parlamentar Danty Bezerra (PMN).
Apesar do longo tempo de ocupação, os manifestantes garantem que “não serão vencidos pelo cansaço”. Ontem, o diretor regional do Sindicato dos Agentes Municipais de Segurança Pública do Estado do Ceará (Sindiguardas-CE), Aílton Botelho, afirmou que “a Câmara só será desocupada caso a justiça peça reintegração de posse ou se o aumento pedido seja concedido”. Após um mês inerte de negociações, o gestor do município, Raimundo Macêdo, se reuniu com representantes dos GCMs no final da tarde desta quinta. “Nada de novo foi apresentado”, pontuou Botelho.

Paralisação
Há exatamente um mês, servidores das áreas da saúde, segurança e meio ambiente deflagraram greve. De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juazeiro do Norte (Sisemjun), Edilberto Oliveira, as categorias reivindicam reajuste salarial de 10,67% e melhores condições de trabalho. Segundo Botelho, os GCM estão sem reposição de fardamento há dois anos e a frota de veículos está 90% danificada. “De 20 carros, só dois prestam”, disse.
Oliveira ponderou, entretanto, que “categoria também tem uma reivindicação específica. No caso dos profissionais da saúde, eles pedem que acordos firmados nos anos passado sejam cumpridos, como é o caso do pagamento de insalubridade. Os profissionais da Semasp cobram melhores condições de trabalho e pagamento de insalubridade. Já os guardas municipais pedem equipamentos”, concluiu Oliveira.

Diário Cariri
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