Santa Quitéria registra casos suspeitos de Febre Chikungunya

A Febre Chikungunya avança no Ceará e já representa enorme desafio para Poder Público e especialistas da área. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SESA), 16 municípios já tiveram casos confirmados da doença. Os dados fazem parte do mais recente boletim epidemiológico do órgão.
“A maior preocupação é que como a Chikungunya é uma nova doença, qualquer um pode ser contaminado. Ninguém no Estado está imune, pois é a primeira vez e isso é realmente temeroso”, aponta o gerente da Célula de Vigilância Ambiental e Controle de Riscos Biológicos, da Secretaria de Saúde do Município (SMS), Nélio Moraes.
Santa Quitéria se encontra na relação dos municípios cearenses com casos suspeitos da doença. Também fazem parte desta lista municípios da região, como Hidrolândia, Ipu, Guaraciaba do Norte, Reriutaba, entre outros. 
Conforme os dados da supervisora do Núcleo de Controle de Vetores, da Secretaria Estadual de Saúde, Roberta de Paula Oliveira, a doença se instalou no Ceará e será necessário, com urgência, refazer campanhas de conscientização para a população e revisar o Plano Estadual de Combate mais focado na enfermidade. “Quase como uma operação de guerra”, defende.


Doença é contraída só uma vez
Chikungunya significa “aquele que se dobra”, num dialeto da Tanzânia, país da África que registrou a primeira epidemia no mundo. A Febre Chikungunya é causada pelo vírus “chik” e pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti- o mesmo da dengue – e Aedes albopictus. Todavia, diferentemente da dengue, essa febre tem somente um sorotipo, ou seja, a pessoa pega a doença apenas uma vez.
Os sintomas típicos normalmente diminuem cerca de sete dias após o início do tratamento, mas o cansaço pode se manter por várias semanas, e a dor no corpo e nas articulações pode permanecer cerca de três meses. No entanto, as pessoas que desenvolvem a fase crônica da doença podem permanecer com dor nas articulações, semelhante à artrite reumatoide, por vários meses. “A pessoa não consegue nem abrir uma porta ou pegar um copo com água”, explicam os especialistas.
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