Carro, casa, seguranças, jato e mais de R$ 120 mil em verbas por mês; saiba o que Cunha pode perder

“Dinheiro é mansão no bairro errado, que começa a desmoronar após dez anos. Poder é o velho edifício de pedra, que se mantém de pé por séculos. Não respeito quem não sabe distinguir os dois”. Francis Underwood, a quem esta frase é atribuída, provavelmente respeitaria o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O personagem fictício da série "House of Cards", político que através de condutas criminosas e manobras imorais se torna presidente dos EUA, foi muitas vezes comparado ao agora ex-presidente da Câmara dos Deputados brasileira.
Entretanto, nem só de poder se faz um político. 

As benesses materiais da política também têm seu valor. E, com o afastamento de Cunha determinado nesta quinta-feira (5) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a direção da Câmara deve suspender as prerrogativas presidenciais, além do mandato de deputado do peemedebista.
Com isso, Cunha perderá o veículo oficial, ouso de jatos da Força Aérea Brasileira (FAB), a equipe de segurança da Polícia Legislativa e toda a estrutura do gabinete oficial da presidência da Casa. Os funcionários do gabinete pessoal também serão exonerados. Com a leitura da decisão do STF, prevista para esta sexta-feira (6), o deputado afastado terá30 dias para deixar a residência oficial em Brasília. 
Oficialmente, a Secretaria-Geral da Mesa informou que a perda das prerrogativas está em estudo e uma reunião para definir os cortes deve ocorrer também nesta sexta (6). Cunha deve deixar de receber o salário de R$ 33.763,00 e a verba de gabinete de R$ 92.053,20. A situação de outros benefícios também serão avaliados, como auxílio-moradia, cota parlamentar para custear passagens aéreas, gasolina, telefone e escritório. Apesar de não poder exercer seus direitos parlamentares, o peemedebista continua com foro privilegiado.

Redação Web
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