Chefe da CGU no Ceará admite voltar ao cargo

O chefe da Controladoria Regional da União (CGU) no Ceará, Roberto Vieira Medeiros, disse que a saída de Fabiano Silveira do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle abre a perspectiva para que ele continue os trabalhos à frente da regional no Estado.
Mais cedo, Roberto e outros quatro chefes de divisão colocaram os cargos à disposição caso o ministro fosse mantido.
"Nesse contexto (da saída do ministro), abre a perspectiva para que nós permaneçamos o trabalho", disse.
Roberto afirmou ainda que a decisão mostra "para quem for designado a assumir, que a CGU é do povo brasileiro". "Não é qualquer aventureiro que irá chegar. A CGU tem histórico de prestar bons serviços", disse.
Pouco antes da renúncia do ministro, todos os chefes de unidades regionais do País colocaram os cargos à disposição. No Ceará, além de Roberto, quatro chefes de divisão e seus substitutos deixaram os cargos.
O presidente estadual do Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon Sindical), Edilberto Barreto, afirmou que "uma pessoa que tinha vínculos com políticos investigados é incompatível de ocupar um cargo de combate a corrupção". Ele afirma que a categoria está paralisada e 16 caravanas de todo o País já confirmaram presença em Brasília para participar de um grande ato nos próximos dias contra a extinção da CGU.
A Transparência Internacional, ONG que atua no combate à corrupção, suspendeu, em comunicado, o diálogo com o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle do Brasil após a divulgação das gravações.
No comunicado, a ONG "exorta o governo do Brasil a investigar" o caso e pede a exoneração de qualquer membro do governo que trabalhem contra as investigações.

Diário do Nordeste
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