Crítica | Capitão América – Guerra Civil (2016)

Neste, que não apenas é o terceiro filme do Capitão América, mas também o décimo terceiro capitulo de uma saga, a Marvel entrega aquele que será o novo paradigma para suas futuras empreitadas.
Quem diria que os irmãos Anthony e Joe Russo iriam entregar não apenas dois dos melhores filmes da Marvel Studios, mas um blockbuster que redefiniu o subgênero fílmico dos super-heróis? Após o ótimo “Capitão America 2 – O Soldado Invernal“, a dupla chega com o arrasador terceiro filme do Sentinela da Liberdade, “Capitão América – Guerra Civil“.
Na trama, após um desenrolar trágico durante uma missão dos Vingadores na Nigéria, os governos do mundo, através do Secretário de Estado dos EUA Ross (William Hurt, retornando ao papel que viveu em “O Incrível Hulk”), conclamam através de uma lei que os Vingadores deixem de ser uma entidade autônoma e passem a responder a um painel das Nações Unidas.
Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro, aceita tal medida, especialmente motivado pela sua culpa em incidentes como a destruição de Sokovia, vista em “Vingadores – Era de Ultron”. Já Steve Rogers (Chris Evans), o Capitão América, por conta de sua experiência ao trabalhar subordinado ao governo, rejeita a lei. Com seus pilares divididos, os demais Vingadores escolhem seus lados e um conflito catastrófico se torna iminente. A situação chega a um ponto crítico quando Bucky Barnes (Sebastian Stan), o Soldado Invernal e ex-parceiro do Capitão América, é acusado de um ato de terrorismo.
Apesar da trama gravitar em torno dos líderes dos Vingadores, os demais personagens são sim relevantes e possuem seus próprios pequenos arcos dentro da narrativa. Especialmente no caso do estreante T’Challa de Chadwick Boseman, com o seu Pantera Negra não apenas sendo parte importantíssima da história, mas tendo uma jornada que serve como um espelho para a dos protagonistas e Boseman impressionando em sua estréia no Universo Marvel, defendendo seu personagem com a altivez esperada para o Rei Guerreiro de Wakanda.
Sobre a presença do Homem-Aranha e sua chegada espetacular ao Universo Cinematográfico Marvel, basta dizer que Tom Holland tem tudo para fazer de seu Peter Parker – mostrado, sim como um jovem e responsável gênio e também como um herói falastrão – a melhor versão para o cinema do herói.
Os irmãos Russo entregaram algo que certas adaptações de HQ apenas ambicionaram em fazer, com um filme que alterna tensão, humor e drama de maneira orgânica, deixando quem a assiste  na ponta da cadeira. “Capitão América – Guerra Civil” tem suas imperfeições, especialmente em alguns efeitos não tão bem renderizados, uma trilha sonora longe de memorável e um epílogo que tira um pouco da força da cena que lhe precede. Mesmo com essas falhas, certamente este é o melhor é mais maduro trabalho da Marvel Studios até aqui. 
Recomendo Galera!!!

Wilker Magalhães é crítico de cinema e colunista do portal A Voz de Santa Quitéria.
    Comente pelo Disqus
    Comente pelo Facebook
#Compartilhe