Governador quer apuração administrativa e criminal sobre greve dos agentes

O governador Camilo Santana (PT) disse que será apurado de forma administrativa e criminal a greve dos agentes penitenciários que terminou com rebeliões, protestos e 18 detentos mortos. A declaração foi realizada em uma coletiva que aconteceu após a solenidade de promoção de 57 policiais militares e bombeiros do Estado do Ceará, no Palácio da Abolição, nesta terça-feira, 24. 
Em resposta à declaração do ex-governador Ciro Gomes (PDT) de que, se fosse governador, todos os agentes penitenciários estariam demitidos e processados por homicídio, em relação a morte dos presos, Camilo disse que possui um governo de diálogo, mas espera a apuração acerca da greve. 
"O meu governo é de diálogo. Já recebi todas as categorias no meu gabinete. Em um momento de crise, se pedir 40% de aumento é irracional, no momento em que estamos vivendo. A greve foi decretada ilegal pela Justiça, no serviço essencial. Vamos tomar as medidas necessárias. O Ministério Público está apurando e já existem gravações (...) Será apurado administrativamente e criminalmente. E é isso que eu espero não só dos outros poderes, mas também do próprio Governo do Estado", relatou.


Força Nacional 
Sobre a chegada da Força Nacional no Estado do Ceará, o governador disse que solicitou 300 homens, mas chegarão 100. No entanto, ele espera do Ministério da Justiça que, posteriormente, envie mais homens. Camilo explicou que a vinda da Força Nacional significa uma ajuda no contingente, pois houve destruição nos presídios e é necessário que as unidades tenham segurança durante as obras. No entanto, não se deve retirar os policiais militares das ruas e prejudicar o atendimento à população. Então, foi solicitada a presença da Força Nacional. 
"Já imaginou ter que reformar as cadeias para oito mil presos do Ceará. Estão todos dentro do estabelecimento, mas sem as celas. Então, isso exige que tenha muita Polícia vigiando eles. Não só vigiando dentro, mas fora, para que não haja fuga. Teríamos que ter um efetivo maior e nessas condições não posso comprometer os serviços normais que a segurança pública presta a população para ficar todo o tempo lá, por isso pedi a Força Nacional para que eu possa ter um contingente maior", afirmou.

PM
Camilo disse que todas as ações de contingenciamento por parte da Polícia Militar foram acompanhadas pelo Ministério Público e fez um agradecimento às forças especiais que atuaram nos presídios. "Em paz e tranquilidade conseguiu controlar. Já conseguiu imaginar controlar seis, oito mil homens dentro de um presídio? Isso foi tudo feito de forma correta e acompanhado pelos outros poderes", comentou.

Obras 
Conforme o governador, a construção da CPPL V foi acelerada e que estaria pronta em 24 horas. Com isso, será permitida a transferência de 1.200 homens. O gestor também falou sobre um novo presídio de semi-liberdade, que Camilo diz já ter transferido detentos para lá. O gestor disse que a CPPL III está em reforma e que foi retirado a metade do contingente de lá.

O POVO Online
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