Guia reúne histórias íntimas dos presidentes do Brasil

Já foi com o mundo, a América Latina, a Economia, a Filosofia e até o Sexo. Agora chegou a vez de contar histórias que ficaram esquecidas ao longo do tempo. Outras, bem que os envolvidos gostariam que fossem esquecidas, mas sempre tem um ou outro que vem e lembra. E essa é a meta por trás do Guia Politicamente Incorreto dos Presidentes da República, lançamento da editora Leya que deita e rola sobre detalhes pouco conhecidos dos personagens que ocuparam o mais alto posto da gestão pública brasileira.
De Deodoro a Dilma, quem se dedicou por dez meses a essa pesquisa foi o escritor, tradutor e ilustrador paulista Paulo Schmidt. Vendo o noticiário atual como um banquete para quem estuda a história do País, ele mergulhou em dezenas de livros, revistas, jornais e outras fontes que poderiam lhe fornecer munição. “O trabalho maior foi separar o joio do trigo, ou seja, a informação verídica dos elogios e louvaminhas de filhos, amigos e partidários”, admite o autor que não economiza críticas aos “chefes” do Brasil. Hoje, O POVO reproduz algumas dessas histórias.

Juscelino Kubitschek (1902 – 1976)
Apelido: Nonô
“Fazia muito sucesso com as mulheres, visto que, além de encantador, era culto, viajado e pé de valsa. Ao completar 66 anos, em 1968, um júri feminino o elegeu o homem mais charmoso do Brasil. Seu casamento, em contrapartida, esteve longe de ser bem-sucedido.“

Castelo Branco (1897- 1967)
Apelido: Quasímodo
“Baixo, atarracado, sem pescoço, com desvio na coluna, tinha uma cabeça desproporcionalmente grande enterrada nos ombros, da qual saíam orelhas pontudas de abano e na qual, metidas em duas cavernas escuras, cintilavam olhinhos cheios de malícia sublinhados pela grande boca torta.”

Floriano Peixoto (1839 – 1895)
Apelido: Tabaréu das Alagoas
“Quando comandante do 44º Batalhão dos Voluntários da Pátria, obrigou os praças a ficarem em posição de Sentido sobre um formigueiro, recebendo, imóveis, as mordidas furiosas dos insetos a subir-lhes pelas pernas.”

Jânio Quadros (1917 – 1992)
Apelido: Vassourinha
“Em geral ríspido com as pessoas, a não ser que as quisesse cativar, sua brutalidade estendia-se aos entes mais queridos, como na ocasião em apresentou a mãe ao jornalista Joel Silveira, em 1960: ‘Esta é dona Leonor, minha mãe. Está com câncer já adiantado, irreversível!”’

Getúlio Vargas (1882 – 1954)
Apelido: Velho
“A despeito do poder quase ilimitado que concentrou nas mãos, foi um homem de hábitos frugais e austeros. Avesso à vida noturna, preferia um churrasco a um baile, e não tinha vícios, exceto charuto. Seus passatempos eram domésticos, como leitura ou pingue-pongue com a esposa.”

Fernando Collor (1949)
Apelido: Mosca
“Collor, segundo Rosane, era extremamente supersticioso e ‘adora qualquer tipo de mandinga’. Descalços e vestidos de branco, sob a orientação da macumbeira Cecília de Arapiraca, os dois ofereciam sacrifícios de galinhas e bodes a espíritos em troca de proteção e de malefícios contra inimigos.”  

Luiz Inácio Lula da Silva (1945)
Apelido: Pixuleco
“Abusando de sua posição institucional para obter vantagens pessoais, Lula procurava saber quando algum trabalhador falecia para então, na qualidade de líder do sindicato, aproximar-se da viúva e tirar proveito sexual de sua carência e desamparo.”

Dilma Rousseff (1947)
Apelido: Presidanta
“Cuspia abacaxi azedo em reuniões e insultava garçons que lhe traziam chá frio ou serviam outra pessoa antes dela. Sua violência não era apenas verbal. Arremessou um grampeador em um empregado do Ministério de Minas e Energia e quebrava aparelhos de telefone sistematicamente.”

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