Juíza suspende regime semiaberto de Suzane von Richthofen

A juíza da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Taubaté, Wania Regina Gonçalves da Cunha, suspendeu o regime semiaberto de Suzane von Ritchthofen, que foi condenada pela morte dos pais em 2002. Ela responde a um processo administrativo por ter dado endereço errado na saída temporária de Dia das Mães. Com informações do portal G1.
A decisão foi comunicada à direção da penitenciária Santa Maria Eufrasia Pelletier, em Tremembé (SP) nesta terça-feira (10).
Perdendo o direito às saídas temporárias, ela não sairá no Dia dos Pais, em agosto. Além disso, será transferida para outro setor da penitenciária.
"A detenta cometeu falta disciplinar de natureza grave ao descumprir as condições impostas na portaria que regula a saída temporária. Sinalizada sua incompatibilidade com a disciplina exigida daqueles que foram contempladas com o regime que estavam inseridos, susto cautelarmente os efeitos do regime semiaberto concedidos", escreveu a juíza.
Ritchthofen está no presídio desde 2006, mas só teve direito a saída temporária neste ano. Ela progrediu do regime fechado para o semiaberto. Desde então, saiu em apenas duas ocasiões.
Caso seja comprovado que Suzane agiu por má-fé, ela poderá regredir para o regime fechado novamente. Entretanto, não há prazo para finalização do processo administrativo.
O advogado de Ritchthofen, o criminalista Rui Freire, classificou o episódio como "confusão". Ele disse que a presa informou que iria a casa de famliares de um colega do presídio em Anfatuba (SP), mas o cadastro estaria com dados desatualizados. 
"Foi uma grande confusão e quem tem menos culpa nisso é a Suzane. Era um endereço antigo cadastrado da família dessa pessoa [que deu abrigo à ela], onde funcionava uma farmácia deles e passou a não ser mais há cerca de um ano", explicou Rui Freire.

Redação Web
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