Brasil exportará urânio enriquecido pela primeira vez, diz INB

O Brasil vai exportar urânio enriquecido pela primeira vez. O componente, utilizado na geração de energia nuclear, será comercializado para a Argentina pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), órgão do governo ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
Segundo a INB, o contrato de exportação foi assinado há 15 dias com a empresa estatal argentina Combustibles Nucleares Argentinos S.A. (Conuar). O documento prevê a venda de quatro toneladas de pó de dióxido de urânio (UO2) para uso na carga inicial de combustíveis do reator modular argentino Carem.
O total a ser exportado está dividido em três lotes, com teores de enriquecimento de 1,9%, 2,6% e 3,1%.
A INB ainda aguarda a autorização do Ministério das Relações Exteriores para fazer a exportação. Além do Brasil, o urânio é enriquecido por outros 11 países.
Em nota, o presidente da INB, João Carlos Tupinambá, afirmou que a exportação não vai afetar o fornecimento de combustível para as usinas de Angra dos Reis.
Hoje, a Usina de Enriquecimento da INB possui seis cascatas de ultracentrífugas que atendem cerca de 40% das necessidades de Angra 1.
Segundo a INB, após concluída a primeira etapa de implantação da Usina, com a construção e entrada em operação de mais três cascatas, "serão atendidas 100% das necessidades de urânio enriquecido da usina de Angra 1 e 20% de Angra 2".

G1

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