Camilo defende suspensão da dívida dos estados com BNDES e Cohab

Entre hoje (21) e amanhã (22), o Banco do Nordeste (BNB) recebe o "Encontro estratégico: Nordeste 2030 - Desafios e caminhos para o desenvolvimento sustentável". O evento é promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e conta com a presença do governador Camilo Santana, além de outros governadores dos estados nordestinos.
Em discurso nesta manhã, o governador do Ceará defendeu que os estados menos beneficiados com a suspensão da dívida com a União até o fim deste ano, conforme anuncio o presidente interino, Michel Temer, na última segunda-feira (20), tenham essa decisão ampliada para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Companhia de Habitação (Cohab).  
"Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais terão esses benefícios em bilhões. O Ceará e estados do Nordeste não têm essa dívida junto à União. Foi solicitado no caso do Ceará que sejamos beneficiados com a nossa dívida junto ao BNDES, que hoje é de R$ 2,5 bilhão. Só a Arena Castelão e o BNDES Estado é um R$ 1 bilhão, ou seja, nós vamos praticamente beneficiados com um R$ 1,5 bilhão do ponto de vista de alongamento de dívida, por 10 anos", declarou o governador Camilo Santana. 

Dívida com a Cohab
Além da dívida com o BNDES, Camilo defendeu em seu pronunciamento o benefício do alongamento da suspensão da dívida com a Cohab, para os estados com menor dívida com a União. No caso do Ceará, é pago anualmente o valor de R$ 120 milhões, segundo o governador. 
"Também solicitamos que esses estados que vão ser menos beneficiados que pudessem ampliar os empréstimo e créditos, que os estados pudessem aumentar a sua capacidade de investimento para dinamizar a economia, gerar emprego, gerar renda que esse talvez seja o grande objetivo, a grande novidade e a grande ação resultante desse pacto. Nós não vamos tirar o país da crise sem dinamizar os estados e os municípios", informou o governador. 

Seca
Durante o evento, o governador Camilo Santana também cobrou recursos para o combate à seca. Ao todo, o Estado do Ceará aguarda por R$ 48 milhões em recursos para obras de abastecimento e combate à escassez d'água. Segundo ele, os recursos para obras hídricas, como o Cinturão das Águas, teve seus repasses reduzidos a quase um terço do que era disponibilizado em 2014. Camilo cobrou atenção para o problema da seca no Nordeste no mesmo nível que o endividamento dos estados obteve com a União.

Diário do Nordeste
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