Confusão e bombas interrompe assembleia de professores

Um confusão na assembleia dos professores da rede estadual interrompeu a votação da categoria que está em greve há mais de 60 dias. Bombas, rojões e troca de socos entre professores foram registrados na tarde de ontem (27), quando os grevistas se reuniam no ginásio da Parangaba.
O tumulto começou quando alunos, que haviam sido avisados antecipadamente que estavam proibidos de estar no local, forçaram a entrada. Os estudantes começaram a pular o muro do ginásio e a disparar rojões. Não houve feridos.
Com o temor de novos conflitos, o comando sindical optou por interromper a assembleia, que iria deliberar sobre a continuidade ou não da greve. "Tivemos um incidente na nossa última assembleia e decidimos que somente os professores entrariam para acompanhar a reunião. Esse foi um ato organizado pela oposição do sindicato premeditadamente com o objetivo de interromper nosso ato", explica Reginaldo Pinheiro, vice-presidente da Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais Ceará (Apeoc).
No momento que a assembleia foi interrompida, o ginásio tinha cerca de 1.200 professores, de várias cidades do Interior do Estado. "Lamentamos porque não se votou nada, nem pela continuidade nem pela paralisação do movimento. Vamos reavaliar e marcar um novo ato para esta quinta-feira à tarde", diz.
Já a representação da Oposição Sindical à Apeoc conta que o conflito se deu após seguranças contratados pelo Sindicato agredirem os estudantes que queriam participar da assembleia.
"Desde o início da greve, as assembleias são acompanhadas por estudantes. Eles não decidem com os professores, mas vão lá para apoiar, pois também estão mobilizados nas escolas. Ontem, a direção do sindicato deixou claro que não permitiria a entrada deles, com a desculpa do acidente que aconteceu, mas que poderia ter sido com qualquer pessoa", conta Luiz Fabrício, representante da oposição.

Exame
Ele refere-se à queda de um estudante na área externa do Ginásio da Parangaba na reunião ocorrida no dia 14 de junho. O aluno sofreu fratura em uma vértebra na região lombar. Após o incidente de ontem, Luiz Fabrício conta que alguns alunos e professores agredidos se encaminharam para fazer exame de corpo de delito.

Diário do Nordeste
    Comente pelo Disqus
    Comente pelo Facebook
#Compartilhe