Deputados cobram fim de pastas como Turismo e Ciência e Tecnologia no Ceará

Deputados da oposição têm cobrado, na Assembleia Legislativa do Ceará, a redução da máquina do Estado pela extinção de pastas “obsoletas”. Em discurso na Casa, Ely Aguiar (PSDC) citou fim de cinco pastas no governo do Rio de Janeiro e sugeriu o mesmo para o Ceará, incluindo extinção de pastas de Turismo, Infraestrutura e Ciência e Tecnologia.
“Elas incham a máquina e provocam gastos exorbitantes (...) o Ceará está atolado em dívidas, e o nosso secretário da Fazenda está viajando mundo afora, tentando prorrogar prazos ou conseguir dinheiro emprestado”, diz Aguiar, que lista pastas de Políticas sobre Drogas, Secretaria Geral, Gabinete do Governador e Relações Institucionais e Internacionais como “extinguíveis”.
Segundo ele, a Ciência e Tecnologia poderia ser absorvida pela Secretaria de Educação. Já outras pastas "nem têm por que existir". Roberto Mesquita (PSD) elogiou a fala, apontando que a Secretaria de Assessoria Especial do governo, com status de secretaria, também deveria ser extinta. "O endividamento vem das farras feitas quando a economia está bem”.

Outro lado
A fala foi contestada pelo deputado Ferreira Aragão, que destacou importância de pastas como a de Políticas sobre Drogas. “O deputado Ely Aguiar questionou a existência de pastas como a de Combate às Drogas, que acabo de exaltar como de extrema importância. Acredito que o governador mereça mais respeito e respaldo por parte desta Casa”, disse.
Já Zé Ailton Brasil (PP) rebateu que o Estado esteja endividado. Ele contesta dado do Banco Central que aponta o Ceará com o segundo maior rombo nas contas públicas do País. “Os números apontados pelo Banco Central não são do Tesouro Nacional (...) em termos orçamentários, valem os índices do Tesouro Nacional”, disse.
A política de corte de pastas de governos em momento de crise tem sido motivo de polêmicas nos últimos meses. Em maio, plano do governo interino de Michel Temer (PMDB) em extinguir o Ministério da Cultura (Minc) provocou intensos protestos. O presidente em exercício acabou voltando atrás da decisão.


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