Em balanço de um mês de governo, Temer omite demissões de ministros

O presidente interino Michel Temer divulgou uma retrospectiva de medidas consideradas positivas por ele no período de um mês no cargo, completado neste domingo (12). Não há, porém, menção às demissões de dois ministros, Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira no ministério e o recuo à extinção do Ministério da Cultura.
A retrospectiva de Temer inclui 14 itens, entre eles a redução do número de ministérios, a nova meta fiscal, a nomeação de uma "equipe econômica de peso" (segundo suas palavras), e ações para limite de gastos públicos, incluindo o corte de cargos comissionados.
Segundo ele, são medidas para a "retomada do crescimento do país". "Encabeçado pelo ministro Henrique Meirelles, a Fazenda soma nomes de importantes profissionais para apoiar definição do novo projeto econômico de crescimento e retomada das vagas de emprego", diz o texto.
A lista divulgada menciona ainda a proposta enviada ao Congresso de estabelecer novos critérios para nomear presidentes de estatais e fundos de pensão. Na última quinta (9), no entanto, Temer nomeou o presidente nacional em exercício do PSD, Guilherme Campos, para a presidência dos Correios.
À Folha de S.Paulo, em reportagem publicada neste domingo (12), Temer classificou de "guerra" seu período de um mês de interinidade após o afastamento de Dilma Rousseff, que sofre processo de impeachment no Senado.
"Apesar de todas as turbulências, críticas e pressões, foi um mês de sucesso", afirmou o peemedebista à reportagem. "Restabelecemos a interlocução com o Congresso, votamos projetos com ampla maioria e estamos retomando a confiança no país, não é pouca coisa para um começo de governo", disse.

Folhapress
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