Em Fortaleza, tocha olímpica vira símbolo da luta das mulheres

Em um Brasil que vive com vigor a realidade de mulheres que não se calam diante das injustiças, nada mais icônico do que dois símbolos da luta feminina encerrando ontem a passagem da chama olímpica por Fortaleza.
Coube a Juliana de Faria e Maria da Penha finalizarem o revezamento de 173 condutores da tocha por 35 km na Capital. A primeira, idealizadora da ONG Think Olga, cuja missão é o empoderamento feminino por meio da informação. A segunda, principal nome nacional de luta contra a violência doméstica. Duas gerações unidas por uma causa que deve ser diária e que ontem teve o esporte e uma tocha como pano de fundo.
“A principal finalidade da lei que leva meu nome é proteger a mulher e prender o agressor. Precisamos de um compromisso maior dos gestores púbicos para que em todas as cidades haja sistema para que as mulheres possam denunciar seu agressor”, afirmou Maria da Penha no Aterro da Praia de Iracema, concluindo o percurso de ontem.
Além da presença delas, a passagem da tocha pela Capital ficou marcada também pela ausência de MC Biel. Escalado inicialmente como condutor, o cantor foi cortado na véspera do revezamento após ser denunciado por assédio sexual.

O POVO Online
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