Família, a base de tudo

Foi no inicio da década de 80 que foi lançado um dos maiores sucessos no cinema mundial: Superman ou Super Homem, com o ator Christipher Reeve que marcou o cinema para sempre. O homem de aço que voava, claro, outros filmes de Superman vieram depois, mas com o ator Christipher foi marcante.
No último fim de semana de maio de 1995, o ator Christopher Reeve, participava de uma competição hípica e sofreu uma queda. Seu corpo, de um metro e noventa e três centímetros e noventa e sete quilos, aterrissou de cabeça, quebrando duas vértebras cervicais. Quando o médico lhe disse que deveria passar por uma delicada cirurgia e que talvez não sobrevivesse, ele pensou em morrer. Não seria melhor? Afinal, pouparia a todos muitos problemas.
A vida se tornou difícil. Quando a família e os amigos chegavam, ele se sentia feliz. Mas quando todos iam embora e ele ficava ali, sozinho, deitado, olhando para as paredes, sentia-se muito triste. Imóvel, conseguia adormecer e sonhar. Sonhar que estava de novo cavalgando, representando. Ao acordar, verificava que nada mais daquilo poderia fazer, agora ele estava tetraplégico.
Sua esposa, com quem se casara há apenas três anos, entrou um dia no quarto do hospital e lhe falou: Quero que você saiba que estarei com você até o fim, não importa o que aconteça. Você ainda é você e eu o amo com todo meu amor. Ele moveu os lábios, respondendo: Isso está muito além dos votos do casamento: na saúde e na doença. Naquele dia ele decidiu que viveria. Dias depois, seu filho de três anos também lhe trouxe novas esperanças. Ele brincava no chão quando, de repente, olhou para cima e disse: Mãe, o papai não mexe mais os braços e as pernas. Sim, concordou, a mãe. É verdade. E o papai não pode mais correr, continuou a criança. A mãe tornou a concordar. Então, o garoto fez uma pausa, franziu o rosto como se estivesse se concentrando e disse alegre: Mas papai ainda pode sorrir. 
Isso fez com que o ator decidisse definitivamente não partir. Ele sentiu a força que vinha de sua esposa e de seu filho. Ele viveria. Aprenderia a respirar sem o auxílio da máquina. Viveria, mesmo que fosse em uma cadeira de rodas, sem se mover. Ele tinha uma família. E esta família o amava era a base de tudo. Em certa oportunidade, narrou para uma revista: Estou feliz por ter decidido viver. Os que estão próximos a mim também se sentem felizes.
Em 01 de novembro de 1995, no dia de ação de graças, foi para casa passar o dia com sua família, pela primeira vez desde o acidente. Quando revia a casa, soluçou, enquanto Dana, sua esposa, o abraçava. No jantar, cada um disse algumas palavras sobre o que estavam agradecendo. Quando chegou a vez do pequeno de três anos, ele disse simplesmente: Papai, porque está aqui com nós. O ator passou a liderar uma campanha pela legalização de pesquisas com células-tronco.
Ele deixou a vida aqui na terra no dia 10 de outubro de 2004 aos 52 anos de uma grave infecção, em virtude do seu estado de saúde. Uma de suas últimas participações como ator foi no seriado de televisão "Smallville", que conta as aventuras do adolescente Clark Kent antes de se tornar o Super-Homem.

A família é de grande importância para o homem é a base de tudo. O amor é o poder criador mais vigoroso de que se tem notícias no mundo.
Num lar, onde reina o amor, todas as dificuldades podem ser superadas, porque este sentimento impulsiona o indivíduo para a frente e se faz refúgio para a vitória sobre todos os percalços.
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