Filha desabafa sobre suposta negligência médica em morte de seu pai no Hospital Municipal de Santa Quitéria

A cidadã Antônia Marciana Félix Muniz divulgou ontem (23/06), uma nota ao público, onde desabafa sobre um suposto caso de negligência médica no Hospital Municipal de Santa Quitéria que acabou culminando no falecimento de seu pai, Raimundo Muniz Sobrinho, no último dia 17.
Para Marciana, o pouco caso com a saúde de seu pai prova o descaso por parte dos profissionais do Hospital.
"Não é politicagem da minha parte, é falta de respeito com o ser humano. Sei que não vai dar em nada e nem mesmo irá trazer meu pai de volta, mas que possa servir de exemplo para aqueles que necessitem de atendimento no Hospital Municipal", desabafou.

Confira a Nota na íntegra:
Eu, Antônia Marciana Felix Muniz, acompanhante de meu pai Raimundo Muniz Sobrinho, que o mesmo foi admitido no Hospital Municipal Zezé Benevides - Santa Quitéria no dia 16 junho às 19h. Teve seu primeiro atendimento por um enfermeiro conhecido como Gustavo, sem receber avaliação do Médico. Eu mesma empurrei a cadeira de rodas para o setor da Emergência, meu pai se encontrava em uma situação grave, sem haver possibilidades de andar, falar e enxergar, pois o mesmo era Diabético e Hipertenso.
Foi encaminhado para o quarto, verificou-se a glicemia e constaram que se encontrava com Hiperglicemia (alta) e aplicaram insulina. Tinha que estar pedindo as enfermeiras para olhar, sabendo que ele iria ser transferido para Sobral, por apresentar comprometimento no pé, pois eu estava com medo de infeccionar e se tornar algo mais grave. Tive que inúmeras vezes chamar alguém para realizar a limpeza do banheiro, pedi inclusive ao vigia para solicitar a higienização do quarto.
A noite, nenhum médico veio vê-lo, no dia seguinte pedi para alguém examina-lo, mas somente me falaram sobre a transferência que seria às 7h. As horas se passaram e mandavam apenas aguardar, sendo que meu pai nem água bebia, pedi até mesmo para mãe do prefeito D. Eliane, que essa mesmo pouco caso fez! Para pedir alguém para vim aplicar um soro que depois disso sò veio aparecer alguém com soro duas horas depois do meu pedido. Eu, percebendo a situação que se encontrava meu pai, pedi ao Dr. Luis Matos para vê-lo e o mesmo disse que era normal para o estado que ele se encontrava, quando baixasse a glicemia ele ficaria bom, e por isso mesmo ficou para sempre. Quando percebi que meu pai estava com febre corri para chamar a enfermeira, que constatou que estava com 40 graus e aplicaram a medicação.
Sua Glicemia e Pressão Arterial já estava normalizada (isso foi o que me disseram), mas apresentava uma péssima fisionomia. As horas passam e meu pai ainda estava a espera da transferência. Por volta das 14:49 veio a notícia que iria para o Hospital Regional de Sobral, meu coração se encheu de alegria, fui até o quarto para vesti-lo, mas, eu não conseguia, pois seu corpo não obedecia, ficamos esperando decidirem qual seria a Ambulância e aguardando por outro paciente que também iria.
Quando chegado o momento de colocar meu pai na Ambulância, notei que meu pai não estava normal, pedi para deixar ele com a aplicação de soro, mas o Enfermeiro Valdenir Lira Filho disse que não precisava, pois, para o estado que ele se apresentava era normal e não percebeu que meu pai jà estava morrendo e mesmo assim o colocaram na ambulância. Saímos por volta das 15:40, fui informada que eu não poderia ir, pois, já havia um acompanhante, fiz de tudo, até que consegui que me deixassem ir. Exatamente ás 16h 16minutos, a ambulância parou nas proximidades do bairro Manduca Penteado, o motorista informou que não dava pra seguir por que o motor estava esquentando e teríamos que retornar para trocar de ambulância. Me bateu um desespero pois percebi que meu pai estava morrendo, ai que fica provado o descaso por parte dos profissionais do hospital, o pouco caso com a saúde de meu pai.
Mesmo eu sendo leiga no assunto, fui capaz de perceber que a ambulância não apresentava suporte para conduzir um paciente em estado grave, pois, nem a maca da ambulância tinha cinto de segurança, sendo possível observar o despreparo e a situação precária da saúde de nosso município. Como que estes profissionais iriam transportar um paciente que não anda, não fala, não se alimenta e nem mesmo estava á enxergar esta situação grave e que nem mesmo eles, profissionais que se dizem aptos a atender a população puderam perceber.
A situação de ver seu pai morrendo não é boa. Na volta quando retornamos ao hospital, perguntei ao enfermeiro Valdenir Lira Filho, o que foi que ele havia colocado naquela ambulância, que não percebeu que meu pai já estava morrendo?
E ele me respondeu: Nem vi!
Essa è minha grande revolta e desespero, gritei! A Diretora atual do Hospital D. Erna Verônica simplesmente disse que eu não poderia falar!
Falo sim! Pois ele morreu sem um procedimento médico adequado, e só depois que ele morreu foi que apareceu outro médico para vê-lo, Dr. Luis Farias, eu pedi ajuda até mesmo o ex-Vereador Cìcero Muniz, que nada fez.
Não è politicagem da minha parte, è falta de respeito com o ser humano, sei que não vai dar em nada e nem mesmo irá trazer meu pai de volta, mas que possa servir de exemplo para aqueles que necessitem de atendimento no hospital municipal, que não aconteça com outras pessoas o que me aconteceu, hoje vivo sem condições de voltar ao trabalho.
Não dá para calar...
Venho tornar público através dos Meios de Comunicações e Redes Sociais e à todos que buscam atendimento no Hospital Municipal Zezé Benevides.
Essa é minha Nota de Repúdio e Indignação, de seus familiares e de sua filha Antônia Marciana Felix Muniz.
O AVSQ procurou na manhã desta sexta (24), a direção do Hospital Municipal, na pessoa da Sra. Erna Martins, que deu a sua versão sobre o assunto.

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