Governo não vai interferir no preço da gasolina

“Acabou a influência política na Petrobras”, diz Pedro Parente, novo presidente da estatal ao deixar a cerimônia de sua posse no Palácio do Planalto.
Segundo ele, decisões sobre preços de combustíveis, vendas de ativos e novos projetos estão a cargo, exclusivamente, da Petrobras. Em contrapartida, está descartada qualquer capitalização do governo na petroleira.
“Temos que resolver nossos problemas com os nossos próprios meios”, afirma.
Parente não quis adiantar se haverá mudanças na composição dos preços da gasolina, mas garantiu que será uma decisão “empresarial” da Petrobras.
Assim, quebra-se a política de controle de preços do governo Dilma, que utilizou os combustíveis ora para controlar a inflação, ora para alimentar o caixa da estatal.
“O governo não vai interferir na gestão profissional. Essa foi uma orientação do presidente quando me convidou”, diz.
O novo presidente da estatal diz que ainda está se inteirando dos reais problemas da companhia e evitou dar maiores detalhes sobre as medidas que serão adotadas para enfrentá-los.
No entanto, a solução do endividamento da Petrobras, que chega a R$ 450 bilhões, passa pela venda de ativos. Parente confirmou que a estatal manterá o plano de venda de subsidiárias e empreendimentos.
Além disso, ele aposta na reestruturação da dívida. “A área financeira da empresa vem trabalhando com sucesso. Recentemente, lançamos títulos com uma demanda muito acima da oferta”, diz.
Em 17 de maio, com o objetivo de alongar sua dívida, a Petrobras conseguiu captar no exterior US$ 6,75 bilhões. A demanda por títulos, porém, foi de R$ 19 bilhões.

Caixa
Também empossado ontem, novo presidente da Caixa, Gilberto Occhi, afirmou que o banco terá como prioridade acelerar projetos que estão em andamento e retomar obras paradas por falta de recursos.
Occhi afirmou que irá se reunir nesta semana com os Ministérios das Cidades e do Planejamento para discutir, por exemplo, recursos para as 80 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida que estão sendo financiadas pelo banco, algumas delas, paralisadas.
“Vamos retomá-las imediatamente. Temos também emendas parlamentares cujos contratos estão em andamento e vamos estabelecer com os ministros das Cidades e do Planejamento uma medida para a retomada dessas obras”, afirmou.
Occhi disse que a Caixa precisa melhorar seus resultados financeiros, mas que não irá abandonar o papel de atendimento ao público de baixa renda e de financiadora do setor produtivo e de obras de infraestrutura.
“O próprio presidente [Michel Temer] fez essa orientação aqui dizendo que não devemos olhar para trás para buscar nenhuma falha. Se elas existirem, vamos corrigir”, afirmou.
Em relação às finanças do banco, o executivo afirmou que a Caixa precisa melhorar sua eficiência, mas que não vê necessidade de recorrer ao Governo em busca de recursos para manter suas operações.

Redação Web
    Comente pelo Disqus
    Comente pelo Facebook
#Compartilhe