Há cinco meses do Enem, professores apontam possíveis temas

Faltam cinco meses para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016. Diferentemente de anos anteriores quando, neste período, já circulavam no País especulações sobre temas e questões com maior probabilidade de abordagem na prova a discussão fervilha, hoje, sobre o futuro da avaliação.
A mudança na gestão educacional do País após o afastamento de Dilma Rousseff (PT) e a chegada de Mendonça Filho (DEM) ao Ministério da Educação (MEC) pode influenciar na estrutura e até mesmo na continuidade do Enem?
Em meio a dúvidas, professores que acompanham o exame projetam perfis para as provas. “Como o tema é elaborado por instituições envolvidas com o Governo (Federal), não acredito que vá ser polêmico”, afirma a professora de Redação dos colégios Master e Antares, Nelândia Teodoro. 
Segundo ela, a avaliação sempre atravessou conjunturas políticas efervescentes, mas manteve o costume de adotar, na proposta, assuntos atemporais.
Apesar da tendência, que não descarta estímulo ao acirramento de ideias, no ano passado os candidatos foram surpreendidos com uma questão na prova de Ciências Humanas que tomou como base texto da escritora francesa Simone de Beauvoir, conhecida como uma das precursoras do movimento feminista.
E na prova de Redação foi proposta argumentação sobre violência contra a mulher. Para a nova edição, Nelândia prospecta assunto mais neutro, relacionado ao eixo científico ou ao de comunicações. “Regulação da mídia, meio ambiente”, exemplifica.

O POVO Online
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