Sem poder de fogo, Brasil empata sem gols contra Equador

A Seleção Brasileira decepcionou na estreia da Copa América Centenário e empatou por 0 a 0 com o Equador, nesse sábado, no estádio Rose Bowl, na cidade norte-americana de Pasadena. Disputado no mesmo local em que o Brasil conquistou a quarta estrela de campeão mundial, contra a Itália, em 1994, o jogo teve um gosto amargo para a geração comandada pelo técnico Dunga. Esse foi o primeiro duelo a não contar com nenhum jogador que atuou na goleada por 7 a 1 para a Alemanha, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2014. 
Também sem Neymar, que não foi convocado para a Copa América para disputar as Olimpíadas do Rio de Janeiro, o Brasil encontrou na criatividade de Willian a melhor saída para o ataque. O jogador do Chelsea ditou o ritmo no campo ofensivo e trabalhou bem pelo lado direito, mas, sozinho, não conseguiu conduzir a equipe à vitória. Faltou ao time mais poder de fogo para converter a posse de bola em finalizações ao gol.
O time canarinho fará seu segundo jogo na Copa América nessa quarta-feira, contra o Haiti, no estádio Citrus Bowl, da Flórida. Já o Equador enfrentará o Peru, também na quarta, em Phoenix. Por ter derrotado o Haiti por 1 a 0, nesse sábado, o Peru lidera o Grupo B da competição.

O Jogo
Sob os olhares de Neymar, que estava nas arquibancadas do Rose Bowl acompanhado do cantor Justin Bieber, do ator Jamie Foxx e do piloto Lewis Hamilton, o Brasil fez um primeiro tempo pouco eficiente e com raras conclusões ao gol. Tanto que foi do Equador a primeira chance na partida, em chute que o atacante Miller Bolaños, do Grêmio, mandou à esquerda de Alisson, aos quatro minutos.
A Seleção respondeu logo em seguida, após Willian encontrar Philippe Coutinho na frente do gol. O meia-atacante desviou em direção à meta, mas o goleiro Dreer apareceu para defender. Apesar de ter mostrado bom volume de jogo na sequência do duelo, o Brasil pecava na hora de encerrar as jogadas ofensivas e deixava de concluir à meta quando era possível.
Aos 25, Elias recebeu um passe do atacante Jonas e tinha condição de acertar a finalização, mas optou por um passe e jogou a bola no vazio. Quatro minutos depois, Jonas serviu Coutinho, que demorou demais para executar uma ação e foi desarmado antes de tentar o chute. 
Como se mantinha no campo ofensivo e abusava dos erros de passe, a Seleção deu espaço para que o Equador armasse alguns contra-ataques. O descuido rendeu três cartões amarelos para jogadores canarinhos no primeiro tempo: Casemiro, Elias e Gil. Em uma das faltas cometidas pelo Brasil, aos 36 minutos, Valencia cobrou com perigo e exigiu uma defesa segura de Alisson.
Com 16 minutos do segundo tempo jogados e sem nenhuma finalização ao gol, Dunga resolveu tirar Jonas para a entrada de Gabigol. A alteração não surtiu efeito. Aos 20, Bolaños cruzou da direita e viu Alisson se atrapalhar na hora de fazer uma defesa fácil, entrando com a bola no gol. Para sorte do Brasil, o bandeira se equivocou e invalidou o lance sob a justificativa de que o lançamento havia saído pela linha de fundo.
Aos 30 minutos, Willian deu lugar ao meia-atacante Lucas Moura. O jogador do Paris Saint-Germain quis mostrar serviço e tentou finalizar em sua primeira jogada, mas colocou muita força no chute e viu a bola passar longe do gol.
Na melhor chance do segundo tempo, aos 38, Lucas Moura aproveitou cruzamento da direita, apareceu na frente do gol de Dreer e cabeceou para fora. O meia Lucas Lima ainda entrou no lugar de Elias, mas o time seguiu sem produzir o suficiente para alcançar a vantagem.
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