Em processo, Moro nega ser suspeito para julgar Lula

Responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância, o juiz federal Sérgio Moro reagiu nesta sexta-feira (22) ao pedido dos advogados do ex-presidente Lula para que o próprio Moro se declare suspeito para julgar processos em que o petista figure como investigado.
Responsável pela autorização de condução coercitiva de Lula a depoimento, em 4 de março, o juiz contesta as justificativas da defesa de Lula, afirmando não ver qualquer empecilho em continuar à frente das investigações contra o ex-presidente na 14ª Vara Criminal de Curitiba (PR), núcleo da Lava Jato para quem não tem foro privilegiado.
A reclamação feita pela defesa de Lula, ajuizada em dia 5 de julho, lista diversos episódios em que Sérgio Moro agiu, no entendimento dos advogados, de maneira a extrapolar as prerrogativas da magistratura.
Segundo essa interceptação, Moro contribuiu para que a imagem de Lula passasse a ser vista negativamente pela opinião pública, eliminando-se o caráter de imparcialidade que deve marcar o trabalho do juiz na condução de um processo.

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