Ex-ministros do governo Dilma receberão R$ 30,9 mil por seis meses sem trabalhar

Um total de 15 ex-ministros do governo Dilma Rousseff e mais quatro ex-dirigentes de empresas estatais poderão receber por até seis meses o mesmo salário do cargo que ocupavam. Eles solicitaram o direito à quarentena e obtiveram o benefício. Os dados são da Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP), e estão publicados na edição de hoje (5) do jornal O Globo.
Entre os beneficiados estão os ex-ministros mais próximos de Dilma, como Jaques Wagner (Gabinete Pessoal), Aloizio Mercadante (Educação) e José Eduardo Cardozo (AGU).
Além da cúpula do governo petista, a relação dos beneficiados pela quarentena traz ainda o nome de Fábio Cleto, ex-vice presidente da Caixa que, em delação premiada, afirmou que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, ficaria com 80% da propina em esquemas no banco público com recursos do Fundo de Investimento do FGTS.

Os beneficiados
Jaques Wagner (Gabinete Pessoal)
Aldo Rebelo (Defesa)
Miguel Rosseto (Trabalho e Previdência Social)
Valdir Simão (Planejamento)
Aloizio Mercadante (Educação)
Tereza Campello (Desenvolvimento Social)
Isabella Teixeira (Meio Ambiente)
José Eduardo Cardozo (AGU)
Nelson Barbosa (Fazenda)
Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo)
Carlos Gabas (Aviação Civil)
Luis Inácio Adams (AGU)
Eliseu Padilha (Aviação Civil)
Eleonora Menicucci (Política para as Mulheres)
Luiz Navarro (CGU)

Ex-presidentes de Estatais:
Aldemir Bendide (Petrobras)
Giovani Queiroz (Correios), entre outros.

Ministros que vão receber proventos de secretários executivos:
Carlos Gabas (Aviação Civil)
Eva Chiavon (Casa Civil)
Ines Magalhaes (Ministério das Cidades).

O Globo
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