Janot quer ressarcimento de R$ 300 mi por supostos desvios de Cunha

A Procuradoria-Geral da República pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB) devolva aos cofres públicos o montante de R$ 298,8 milhões por seu suposto envolvimento no esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. 
Cunha responde por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, tendo sido transformado em réu em duas das três ações impetradas contra ele no Supremo. Na semana passada, Cunha renunciou ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados, mas ainda enfrenta um processo de cassação do mandato pela Casa, o que deve ser apreciado após o recesso parlamentar.
A Procuradoria afirma que em crimes de corrupção é preciso usar como parâmetro para o ressarcimento o valor mínimo de duas vezes o montante que teria sido embolsado como propina. Isso ocorre porque os "prejuízos decorrentes da corrupção são difusos, como lesões à ordem econômica, à administração da justiça e à administração pública, inclusive, à respeitabilidade do Parlamento perante a sociedade, sendo dificilmente quantificados".
Cunha tem afirmado que ele nunca recebeu vantagens indevidas e acusa a PGR de perseguição. Sobre o pedido de ressarcimento, Cunha disse já estamos habituado "a ouvir os esdrúxulos pedidos do órgão acusador".

Redação Web
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