Operação da Polícia Federal afasta novo presidente da Eletronuclear

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (6) a Operação Pripyat, um desdobramento do Eletrolão e da Lava Jato. O almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da subsidiária Eletronuclear, que já cumpria prisão domiciliar, voltou a ser preso. O atual presidente da Eletronuclear, Pedro Diniz Figueiredo, foi afastado do cargo.
Os outros atingidos são funcionários e ex-funcionários da estatal, além de operadores financeiros que viabilizavam o pagamento de propina a dirigentes da empresa.
Foram expedidos ao menos nove mandados de prisão, seis preventivas e três temporárias, nove de condução coercitiva e 26 de busca e apreensão. Eles estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.
O juiz Marcelo Bretas, que autorizou a ação, também determinou o afastamento do cargo do atual presidente da Eletronuclear, Pedro Diniz Figueiredo. Segundo os investigadores, Figueiredo não foi preso, mas está sendo investigado.
"As investigações da PF apontam que um clube de empreiteiras atuava para desviar recursos da Eletronuclear, principalmente os destinados às obras da Usina de Angra 3", afirma a PF.
O nome da operação é uma referência à cidade homônima da Ucrânia, que foi arrasada pelo acidente radioativo de Chernobil.
O Eletrolão, que investiga irregularidades na Eletrobras é um desdobramento da Lava Jato. A investigação do esquema chegou a ficar sob o juiz Sergio Moro, em Curitiba, mas foi transferido para o Rio por determinação do STF.

Eletrolão
Othon Luiz Pinheiro da Silva, diretor-presidente da Eletronuclear de 2005 a 2015, foi preso em um desmembramento da Lava Jato, em julho de 2015, que ficou conhecido como Eletrolão, acusado de receber R$ 4,5 milhões em propina.
Formado na Escola Politécnica da USP com mestrado no MIT (Massachusetts Institute of Technology), Othon foi um dos nomes mais importantes do programa nuclear brasileiro.
Fundou o Programa de Desenvolvimento do Ciclo do Combustível Nuclear e da Propulsão Nuclear para submarinos, foi diretor do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) e ganhou 13 medalhas e títulos.

Outro lado
Procurada, a Eletronuclear informou por meio de sua assessoria de imprensa que só deve se pronunciar após ter acesso a todas as informações da operação.

Folhapress
    Comente pelo Disqus
    Comente pelo Facebook
#Compartilhe