Reabertura de agências do BB atacadas por quadrilhas será definida após reunião

O Banco do Brasil marcou para o próximo dia 22 em sua superintendência em Fortaleza, uma reunião com prefeitos, vereadores, representantes da secretária de segurança pública do estado e a ordem dos advogados do Brasil, para decidir sobre a abertura das agências do banco que foram atacadas por quadrilhas aqui no Ceará e que estão sem funcionamento.
A reunião acontece após encaminhados dados pela comissão de defesa do consumidor da Assembléia Legislativa, que tem procurado encontrar uma soluções para a abertura das agências atacadas e explodidas.
De acordo com o deputado Odilon Aguiar (PMB), presidente da CDC, o fechamento das agências está gerando muitos transtornos para a população do interior do Estado e para a economia dos municípios onde a moeda tem deixado de circular. “Infelizmente muitos municípios estão sendo penalizados e a população mais pobre tem sofrido com a falta dos serviços bancários”,destacou.
De acordo com o gerente de administração da superintendência do Banco do Brasil, Duílio Benício e Silva, das 17 agências sinistradas no Ceará, 11 estão funcionando com atendimento parcial. Já as outras estão em reforma para ter condições de voltar a atender a população. “O Banco do Brasil não tem interesse em fechamento de nenhum dos pontos de atendimento porque sabe da importância da presença da agência para o desenvolvimento dos municípios” afirmou.
João Bosco Cavalcante Mota, diretor do Sindicato dos Bancários, disse que vem acompanham os ataques a agências bancárias desde os anos 1990. Segundo ele, essas ações criminosas além de prejudicar os clientes e a economia dos municípios também atingem os funcionários. João Bosco falou sobre a dificuldade em manter o bancário no interior. E deu como exemplo, a agência de Novo Oriente, que tinha 10 funcionários e todos foram substituídos porque não tiveram condições psicológicas de permanecer na agência após assaltos.
O secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Delci Teixeira, disse que tem se reunido com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Federal, Policial Rodoviária Federal, Federação dos Bancos, Sindicato dos Bancários e Sindicato de Empresas de Transporte de Valores buscando parceria para combater esses crimes.”Nós temos que nos estruturar juntamente com esses órgãos para fazer o levantamento dessas quadrilhas”, adiantou.
Delci Teixeira disse ainda que as quadrilhas são muito bem armadas e só se combate esse tipo de crime com o trabalho da inteligência das áreas de segurança, para chegar antes da ação criminosa.

Manuel Sales
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