Taxista confunde PM com Uber, bate, foge e acaba preso

Um taxista de Belo Horizonte certamente não está vivendo o melhor domingo de sua vida. Ele guiava seu carro em uma avenida movimentada no nordeste da cidade quando avistou um sedã preto, que logo identificou como sendo um Uber Black – modalidade de luxo do aplicativo de transportes. Foi a senha para o ataque. Acelerou, ultrapassou o veículo, invadiu a sua faixa e freou bem na frente do suposto Uber, deixando pouca margem para desvios. O carro fechado até tentou, mas acabou ralando a lateral direita. Detalhe: não se tratava de um Uber Black, mas de um carro oficial da Polícia Militar mineira, descaracterizado, pois pertencia ao Gabinete Militar do Governador do Estado.
Foi aí que a história ganhou novo capítulo. Após os motoristas se identificarem como policiais, o taxista resolveu fugir. Acelerou o carro e, segundo a polícia, fazendo manobras de zigue-zague no trânsito, tentou despistá-los. Todo o esforço foi em vão e ele acabou preso do outro lado de Belo Horizonte, na região nordeste, após nova colisão entre os carros.
Não bastasse o ataque do táxi e a perseguição na sequência, o taxista ainda carregava maconha consigo no carro: um cigarro já preparado e outro tanto de erva embrulhada. A polícia então solicitou que  fizesse o teste do bafômetro, mas ele negou. Como consequência, tanto sua carteira de motorista quanto seu carro foram apreendidos. O taxista foi autuado pelos crimes de dano, direção perigosa e posse de substância entorpecente. Por ter se negado a fazer o teste do bafômetro, ele pode perder a sua carteira por mais de um ano. Na sequência, o homem foi liberado.
O sindicato dos taxistas de BH repudiou as ações, dizendo que não é dessa forma que o transporte clandestino será combatido. Na cidade, o Uber ainda não foi regulamentado. As informações são do site de O Tempo.

Metrópoles
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