Temer diz a empresários e ministros que enfrentará todas resistências a reformas

Na reunião com empresários e ministros da área econômica na manhã desta terça-feira, 19, no Palácio do Planalto, o presidente em exercício, Michel Temer, avisou que "vai enfrentar todas as resistências" para aprovar as reformas da Previdência e Trabalhista. "Mesmo se tiver manifestações contra, que são da democracia, vamos enfrentar", disse o presidente em exercício, que deu o mesmo recado nos dois encontros desta manhã, primeiro com os empresários, muitos do Nordeste, que integram o Conselho Nacional do Sesi, e depois com pelos menos oito ministros, alguns da área econômica. 
Na reunião com a equipe econômica, Temer pediu a todos os ministros presentes que, em 15 dias, apresentem medidas para "buscar ativos" em cada pasta para que se possa fazer parcerias, concessões ou privatizações que possam representar recursos para o governo fazer investimentos. No dia 22 de junho, quando fez a primeira reunião do núcleo econômico, Temer já havia pedido uma "agenda de trabalho concreta" aos ministros para "animar a economia". Passado quase um mês, o presidente estendeu o prazo em mais 15 dias.
Apesar de o encontro não ter discutido especificamente os cortes no Orçamento que estão previstos para serem anunciados até sexta-feira, a questão de venda de dívidas ativas da União no mercado que poderiam ajudar a evitar o contingenciamento entrou na discussão, quando o ministro das Relações Exteriores, José Serra, falou sobre inúmeros projetos que tramitam no Congresso sobre isso. Não foi citado, no entanto, nenhum número que poderia ser arrecadado com a venda de ativos.
O governo comemorou ainda a notícia de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou a previsão em relação à economia brasileira, pela primeira vez, depois de cinco revisões para baixo. A expectativa agora é que o Produto Interno Bruto (PIB) do País este ano "encolha" 3,3%, ante uma queda de 3,8%, estimada em abril. Para 2017, o FMI agora prevê que a economia brasileira voltará a crescer. O órgão estima um avanço de 0,5% no PIB, contra uma projeção de crescimento nulo feita nos dois últimos levantamentos do órgão. O presidente em exercício quer um pacote de medidas para "animar a economia e o ambiente de negócios" no País.

Estadão Conteúdo
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