Um simples comercial de TV

Sempre quando estamos assistindo TV e vem os comerciais é comum notar a criatividade das empresas de publicidades em seus comerciais para nos prender na poltrona, são comerciais com cachorrinhos, aqueles comerciais que emocionam como o vovô com seus dois netinhos esperando para ver as tartaruguinhas na praia, enfim vários comercias que acabam nos prendendo de verdade, e tem um que merece uma reflexão.
É um comercial que circula entre um intervalo e outro e chama a atenção pela delicadeza, pela profundidade e beleza das cenas.
Uma jovem elegante anda pela rua. Traz felicidade na face, harmonia no andar.
Então, uma voz de criança suave, começa a ser ouvida: Essa aí vai ser a minha mãe. Linda, né?... Ela nem sabe ainda, mas o destino vai dar uma ajudinha.
Nisso, pasta e documentos caem das mãos da personagem em foco, que se abaixa para tudo apanhar. Exatamente nesse momento seus olhos, ao se erguerem, vislumbram a encantadora vitrine de uma loja de cosméticos e perfumes.
Ergue-se, olha com interesse e adentra o local, experimenta o perfume em oferta de lançamento e sai, feliz, com o produto em sacola personalizada.
Logo adiante, ela adentra uma livraria e o rapaz que a atende, a fita, interessado. Os olhares se cruzam, sorriem e os dedos se tocam, sobre o balcão.
Agora, a voz da criança continua: Em exatamente dois anos e cinquenta e quatro dias eu vou nascer.
Na cena seguinte, a jovem se encontra com um lindo bebê nos braços e conclui a voz:
Como eu reconheci minha mãe, quando nasci? Pelo cheiro.

O apelo é comercial, sem dúvida. Contudo, o que emociona é a elaboração de uma história que tem como fundo uma grande verdade.
Nossos filhos nos acompanham a trajetória de vida, muito antes de adentrarem no cenário familiar, ou seja deste o ventre.
Eles nos conhecem , aguardando, ansiosos, o momento de nascer e se apresentarem pra nós, através desse amor que se encontra, ou que se reencontra.
O que emociona é constatar como as verdades Divinas se apresentam no mundo e, de pouco em pouco, tomam foro de cidadania.
Num comercial que tem como fundo a venda, o lucro, uma grande verdade estampada: a pré-existência da alma, que não é criada ao nascer o corpo , e sim aguarda ancioso.
Não é maravilhoso saber que o afeto não acaba nunca?
Desejosos de que, juntos, prossigamos crescendo, no amor que nos une.
Isso explica os amores de mãe, de pai. Os amores dos irmãos.
Isso nos acalma a alma, sobretudo quando amores partem dessa vida. Eles continuam a nos amar, como nós a eles... Porque quem a gente ama de verdade , a gente nunca esquece.
Pelas asas do sonho, pelos fios da oração, nos encontramos.
Ah, esse infinito amor de Deus que se espalha pela terra... só esse verdadeiro amor e capaz de preencher os corações dos Seus filhos!
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