Ameaça de bomba esvazia ginásio, e mochila suspeita é detonada por esquadrão

Uma mochila suspeita encontrada dentro da Arena Carioca 1, que recebe jogos de basquete, fez o Grupo Antibomba da Força Nacional ser acionado, no início da noite desta quinta-feira (11). A suspeita de que havia uma bomba levou os agentes a explodirem a mochila.
O incidente atrasou a entrada de torcedores que foram assistir à partida entre Espanha e Nigéria, pelo Grupo B, que começou às 19h.
Essa foi a primeira vez que o grupo foi acionado dentro do Parque Olímpico. Nove carros do Corpo de Bombeiros foram chamados para o local.
Pouco depois, os acessos do ginásio, antes fechados por conta das suspeitas, foram liberados e o público, pouco a pouco, começou a ocupar as arquibancadas.
Segundo o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, o esquema de segurança permanece o mesmo. “Continua a Força Nacional fazendo a segurança na entrada e saída de todas as dependências olímpicas e a segurança interna dos eventos e a Polícia Militar e o Exército fazendo a segurança externa da mesma forma”.

O ministro diz que as forças de segurança estão preparados para reagir a qualquer eventualidade e foram usadas na Maré as tropas de elite da Polícia Militar, da Polícia Federal e da Força Nacional. “Nós tivemos esse lamentável acidente, esse covarde incidente, imediatamente, ontem mesmo, em reunião no CICC [Centro Integrado de Comando e Controle], nós programamos a operação a partir da madrugada, para poder colher mais provas e prender aqueles que atiraram. Estamos em operação conjunta, rapidamente montada, dentro do protocolo que já estava preparado”.
Moraes diz que, na primeira semana dos jogos, o balanço da segurança é “extremamente positivo”, com o objetivo de prevenir, mas que é impossível chegar ao nível zero de criminalidade. “Você andando pelas praças esportivas, conversando com as pessoas, e eu faço isso diariamente, você verifica que as pessoas estão se sentindo seguras, estão se dirigindo aos locais seguros, a cidade está mais segura, mas não há uma utopia de esperar criminalidade zero. Nós nos preparamos para as duas coisas, nos preparamos para evitar, se conseguirmos evitar tudo é ótimo, se não, nos preparamos para reprimir, nos preparamos para reagir”.

Folhapress e Agência Brasil
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