Após denúncia, agentes descobrem 180 litros de cachaça artesanal na cadeia de Quixadá

A administração da cadeia pública deste Município do Sertão Central apreendeu, no final da tarde da última quarta-feira (17), 180 litros de cachaça artesanal. A bebida era comercializada dentro da unidade e foi descoberta após uma denúncia da mãe de um detento. O material foi apreendido e os presos se rebelaram, gerando um motim. Uma das celas ficou destruída. No final da noite, 30 detentos foram transferidos.
A bebida era fabricada a partir da fermentação de alimentos na água, que gerava um tipo de cachaça artesanal. De acordo com o diretor administrativo da cadeia de Quixadá, Mário Sérgio Soares, a bebida era fabricada na cela L1 da unidade. Dez galões de água mineral com capacidade de 20 litros, foram apreendidos. A descoberta se deu após a denúncia da mãe de um dos detentos “Descobrimos essa trama pela mãe de um dos presos que contou estar sendo ameaçada de morte pelo não pagamento da bebida”, contou Mário Sérgio. A bebida era comercializada a R$ 500 o litro e R$ 250 o meio litro, gerando um comércio irregular dentro da cadeia.
A vistoria que resultou na apreensão durou cerca de uma hora. O princípio de motim se iniciou em seguida. O diretor conta que chegou a ser ferido na canela e no braço com estilhaços de tijolo da cela onde os detentos se rebelaram. “Os presos começaram a se rebelar. Teve uma quebradeira na cela mas nós tivemos o reforço, dominamos e conseguimos tirar os presos”, afirmou o diretor. Equipes da Polícia Militar, do Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), da Força Tática de Apoio (FTA) e do Policiamento Ostensivo Geral (POG) reforçaram a segurança no local em em trinta minutos a situação foi controlada.
O diretor lembra que a administração da cadeia torna a unidade um exemplo de unidade carcerária no Ceará e que não será conveniente com atitudes desse tipo. “Não tem razão para arrecadar dinheiro dentro da cadeia. Aqui dentro da unidade não vamos permitir delinquência e nenhum tipo de faturamento monetário por parte dos presos. Não seremos coniventes”, frisou.
No final da noite 30 presos que participaram do motim foram transferidos para a Região Metropolitana de Fortaleza.

Diário do Nordeste
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