Ato contra a violência expõe 35 caixões em referência aos agentes de segurança mortos em 2015 e 2016

A Associação dos Profissionais de Segurança (APS), familiares e amigos de policiais realizaram, no fim da tarde desta sexta-feira (12), um ato contra a violência e que cobrava mais segurança. O protesto expôs 35 caixões na Praça Luíza Távora, na Aldeota, representando os agentes que foram mortos em 2015 e 2016.
Os manifestantes levaram cartazes, fotografias e faixas e, segundo o presidente interino da APS, Rafael Lima, reivindicaram uma resposta em relação às cobranças na área de segurança que foram apresentadas ao governo do Estado. O grupo reclamou também da desatenção com a segurança em virtude dos 21 agentes de seguranças que foram assassinados no Ceará este ano. O levantamento feito pela associação considera agentes penitenciários, policiais civis e militares.

O caso mais recente ocorreu nesta sexta quando um policial militar foi baleado dentro do carro no momento em que estava com o filho de cinco anos, na Parangaba. Samuel Davi Nogueira Moraes, 29, morreu após ser levado ao Hospital Distrital Maria José Barroso de Oliveira, o Frotinha da Paranbaga.
Moraes estava em seu carro, junto com o filho, próximo ao terminal de ônibus da Lagoa quando foi abordado por dois indivíduos.  Os bandidos estavam num veículo de cor preta. Segundo a Polícia, a dupla anunciou o assalto. O policial teria reagido e acabou atingido por três disparos. A arma do policial baleado teria sido levada pelos assaltantes, que fugiram. 
O soldado foi atingido no braço e no abdômen, chegou a ser socorrido por outro PM e foi levado para o hospital. Ele passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. A criança saiu ilesa do episódio.  Davi tinha 29 anos de idade e ingressou na Polícia Militar no dia 1º de novembro de 2013.

Diário do Nordeste
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