Bate-boca interrompe sessão do impeachment no Senado

Um bate-boca entre senadores da base aliada e da oposição levou à suspensão, por alguns poucos minutos, da sessão de julgamento do impeachment no Senado na manhã desta quinta (25).
Durante a discussão sobre a apresentação de questionamentos sobre o julgamento, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), uma das principais defensoras da presidente afastada, Dilma Rousseff, reagiu a uma fala do senador Magno Malta (PR-BA), que disse que os aliados da petista estão tentando atrasar o processo.
"Qual a moral tem esse Senado para julgar a presidente Dilma?" afirmou. A fala da senadora gerou a reação dos que defendem a saída de Dilma. "Eu exijo respeito ao decoro. Eu não sou assaltante de aposentado", bradou Ronaldo Caiado (DEM-GO).
O senador Lindbegh Farias (PT-RJ) levantou-se e, com o dedo em riste, gritou com Caiado: "canalha". O senador respondeu: "Abaixa esse dedo que você só tem coragem aqui, na frente de uma câmera. Vai fazer seu antidopping", afirmou.

Outros senadores entraram na discussão, o que levou o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, responsável por comandar o julgamento, a suspender por alguns minutos a sessão. Neste momento, senadores e assessores começaram a acalmar os envolvidos.
Durante a briga, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), chegou a reclamar da atuação de um assessor que, de acordo com ele, estaria xingando Caiado e a senadora Simone Tebet (PMDB-MS). Um segurança tentou retirar o funcionário do plenário, mas parlamentares amenizaram a situação e pediram para ele ficar.
Após uma discussão acalorada com outros senadores, Lewandowski, que preside a sessão, decidiu suspender por alguns minutos a sessão, que já foi retomada.

Folhapress
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