Diminui número de cidades com alta infestação por Aedes aegypti no Ceará

Os resultados do 2º Levantamento Rápido de Índice de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa) do ano, divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Governo do Estado, mostraram que o número de municípios com alto grau de infestação pelo mosquito diminuiu no Ceará. Os novos dados, referentes a 111 municípios, revelam que a quantidade de cidades mais afetadas pelo vetor passou de 26, no mês de abril, para 21 em julho. 
Os municípios com alta infestação são:  Tejuçuoca, Itapagé, São Luís do Curu, Itapiúna, Aracoiaba, Capistrano, Madalena, Boa Viagem, Canindé, Quixeramobim, Palhano, Jaguaretama, Hidrolândia, Moraújo, Irauçuba, Varjota, Viçosa do Ceará, Parambu, Tauá, Crateús e Ipaumirim.
Segundo o relatório, no entanto, o número de municípios com média infestação aumentou. Enquanto, em abril, 33 cidades estavam nesta situação, em julho este número subiu para 34. 
O relatório mostrou, ainda, que, nas cidades avaliadas, 52,71% dos criadouros do Aedes aegypti foram depósitos de água localizados ao nível do solo, como cisternas, tambores e tanques. Osdepósitos elevados, a exemplos das caixas d'água, foram o segundo tipo de criadouro mais encontrado nos imóveis, com 19,2% de ocorrência. Em seguida, vieram os depósitos móveis(frascos, vasos, pratos, bebedouros), que somaram 14%. 
A faixa de risco para os municípios é calculada a partir do Índice de Infestação Predial. O índice é considerado satisfatório quando ficar abaixo de 1%.  Quando fica entre 1% e 3,9%, é considerado de alerta. Já índices iguais ou superiores a 4% indicam risco de surto. 
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), neste ano, o Ceará teve 23.351 casos confirmados de dengue, 16.113 de chikungunya, e 1.545 de zika. A dengue e a chikungunya provocaram 17 e 6 óbitos, respectivamente. 

Diário do Nordeste
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