Família é encontrada morta em condomínio no RJ

Quatro pessoas de uma mesma família foram encontradas mortas em um edifício na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro por volta das 7h desta segunda-feira (29). Os corpos de duas crianças e do marido estavam na área da piscina do prédio e teriam caído do 18º andar. A esposa foi encontrada morta dentro do apartamento.
O homem foi identificado pelo porteiro e por vizinhos como Nabor Coutinho Oliveira Junior, de 43 anos. A esposa seria Lais Khouri, de 48 anos, e as crianças Arthur, de 7 anos, e Henrique, de 10 anos.
A família foi caracterizada como tranquila por funcionários e moradores. A doméstica Lucinda Salviano da Silva ouviu estampidos e o som das quedas dos corpos. "Eu acordei 6h20 para chamar o menino para a escola. Eu ouvi os barulhos, como se fosse de tiro, e chamei a minha patroa, disse que estava acontecendo alguma coisa. Olhei pela janela e vi o primeiro corpo. Eu a chamei e, quando olhei para baixo, vi os outros dois corpos", relatou.

De acordo com uma vizinha que mora na cobertura do prédio, ela estava em casa com o marido quando escutaram barulhos que pareciam de tiros e gritaria, por volta das 6h30. Ela relatou que a impressão é que as crianças foram jogadas vivas pela janela e a rede de proteção do apartamento estava rasgada. O prédio tem 23 andares.
Os Bombeiros foram acionados às 6h40, mas, ao chegarem no local, as vítimas já estavam mortas. Policiais Militares do 31º BPM também foram acionados para o local. Policiais da Divisão de Homicídios faziam a perícia no local, por volta das 8h30.
De acordo com informações da Delegacia de Homicídios da Capital, as investigações estão em andamento para apurar as circunstâncias do crime. Uma perícia também foi realizada no local e a polícia está investigando o caso para apurar detalhadamente o fato.

Carta
No apartamento foi recolhida uma carta que teria sido escrita por Nabor.
"Me preocupa muito deixar minha família na mão. Sempre coloquei eles à frente de tudo ante essa decisão arriscada para ganhar mais. Mas está claro para mim que está insustentável e não vou conseguir levar adiante. Não vamos ter mais renda e não vou ter como sustentar a família". "Sinto um desgosto profundo por ter falhado com tanta força, por deixar todos na mão. Mas melhor acabar com tudo isso logo e evitar o sofrimento de todos". "Ainda não conseguimos contratar o novo plano de saúde. (...) Com o histórico médico de Láis e de Arthur, será que aprovam? Será que não vai ficar super caro?".

Redação Web
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