Greve dos professores estaduais do Ceará completa 99 dias

Nesta sexta-feira (5), professores da rede estadual de ensino devem decidir os rumos da greve, que está prestes a completar 100 dias. Neste fim de semana, a categoria manteve a paralisação das atividades durante assembleia geral. Atualmente, a principal reivindicação é o reajuste geral do servidores de 12,67%.
Ao longo desta segunda-feira (1º), dia de retorno das atividades escolares, o Sindicato do Professores e Servidores da Educação e Cultura do Estado e Municípios do Ceará (Apeoc) vai avaliar a força do movimento grevista da categoria, que está paralisada desde o dia 25 abril.
As negociações foram retomadas há duas semanas e, na última sexta-feira (29), haviam avançado no quesito remuneratório em todos os segmentos da categoria, o que abrangia também os profissionais aposentados, que até o momento não eram citados nas propostas do Governo do Estado.
Com a decisão dos professores de manterem a greve durante assembleia geral no sábado (30), as negociações devem seguir esta semana para serem apresentadas em novo encontro na próxima sexta-feira, afirma o vice-presidente do Sindicato Apeoc, Reginaldo Pinheiro.
Até o fim de junho, o Sindicato Apeoc estimava que a adesão à greve era de 50% da categoria, enquanto o governo diz que é 25%. O movimento perdeu força depois do Tribunal de Justiça do Estado determinar que os professores voltassem às atividades, em maio.
A paralisação possui maior adesão na capital e região metropolitana, região do Baixo Jaguaribe e Juazeiro do Norte. A manutenção da greve contrariou a recomendação do sindicato. Nas redes sociais, o governador Camilo Santana (PT) ressaltou as propostas feitas aos professores e pediu compreensão do movimento para evitar prejuízo aos estudantes.
Em nota, a Secretaria da Educação disse que mantém disponibilidade ao diálogo com os professores e que cerca de 15 reuniões de negociação foram feitas com propostas a cada ponto de pauta.
Em meio a greve, estudantes permanecem ocupando escolas em apoio aos professores e com reivindicações próprias, como melhorias na qualidade de ensino e na estrutura das unidades. A Seduc diz que fez propostas e mantém diálogo com os alunos. Ao todo, 5,3% das escolas estão ocupadas.

Tribuna do Ceará
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