"Podemos perder em todas as cidades, só não em Sobral", diz Camilo

Conhecida pelo forte calor do clima, o que esquentou Sobral, no interior do Estado, na noite de ontem, foi a disputa pela Prefeitura. Em clima de festa, a cidade, que é berço político dos Ferreira Gomes, foi palco das convenções que homologaram os três principais candidatos. Com a tradicional disputa do PDT aliado ao PT contra o PMDB e o PSDB, não haverá 2º turno no pleito.
Sobral é a cidade prioritária do Estado para o PT e o PDT, segundo afirmaram o governador Camilo Santana (PT) e o ex-ministro Cid Gomes (PDT). “Podemos perder em todos os municípios cearenses, só não podemos perder em Sobral”, afirmou o governador, que, em Fortaleza, apoia a reeleição do prefeito Roberto Cláudio (PDT). Antes dele, Cid também fez a afirmação. “O Ivim é o menos ruim dos Ferreira Gomes”, disse.
O deputado estadual Ivo Gomes (PDT), com a vice Cristiane Coelho (PT), vereadora do município, foi quem reuniu o maior palanque eleitoral. Ao lado deles, estiveram ainda o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o deputado federal Odorico Monteiro (PT) e o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Zezinho Albuquerque (PDT).

PMDB e PSDB
A oposição, que marcha dividida no pleito, realizou as convenções em locais distantes um do outro. No Centro da cidade, perto do evento do PDT, o candidato do senador Eunício Oliveira (PMDB), o deputado federal Moses Rodrigues foi homologado ao som de jingles que afirmavam que “Sobral quer mudanças”. 
O discurso de renovação foi levado ao palanque, onde Moses colocou como prioridade a segurança pública. “Precisamos fortalecer a guarda municipal, que precisa ser valorizada e ampliada para estar presente em todos os bairros e distritos da Cidade”, afirmou. Já Eunício, em entrevista, destacou que “Moses é o candidato que congrega este momento de Sobral, que quer mudanças”.
De acordo com Moses, “Até o último minuto” foi tentado um acordo com o PSDB. O candidato tucano Dr. Guimarães, porém, afirmou que a legenda tinha um projeto do qual não podia “abrir mão”. Para ele, a divisão entre a oposição “não fortalece o Ivo, até porque o Moses era parte da estrutura do Cid até pouco tempo”. “Pela primeira vez, ele vai para o pleito sem a metade do seu time”, argumentou. E completou: “Começa hoje um novo tempo em Sobral”.

O POVO Online
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