Renan define votação final do impeachment para 25 ou 26 de agosto

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse em entrevista coletiva nesta terça-feira (2) que vai trabalhar para concluir todo o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff ainda neste mês de agosto. Segundo o peemedebista, a votação final deve ter início entre os dias 25 e 26 de agosto.
“O julgamento começará, já foi dito, reafirmado, na nota do presidente Lewandowski, começará no dia 25, 26. E, com certeza, nós temos como concluir isso antes do final do mês. Eu vou trabalhar para que isso, efetivamente, aconteça”, afirmou.
Renan não descartou, também, realizar sessões nos finais de semana para que o processo se encerre no prazo previsto. “Se for necessário [o Senado] vai trabalhar sábado e domingo. O julgamento pode demorar cinco dias”, assegurou. 

Decisão cabe ao STF
O presidente da Comissão Especial do Impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), por sua vez, anunciou que o início da votação final do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff deve ocorrer no dia 26 ou 29 de agosto. 
Ele explicou que a decisão cabe ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que avalia se deve iniciar a votação na sexta-feira, dia 26, ou se adia para a segunda-feira seguinte, dia 29. 
Lira informou que a votação da pronúncia (segunda etapa do processo de impeachment) pela comissão deve acontecer no próximo dia 9. Depois disso, tem que ser transcorrido um prazo de 48 horas para o libelo de acusação. Em seguida, mais 48 horas para o contraditório da defesa, sobre o libelo da acusação. 
O senador informou que, vencidas essas etapas, tem que haver um prazo mínimo de 10 dias para ter início a votação final no Plenário do Senado. Ele garantiu que os prazos e os ritos estão sendo seguidos à risca.
"Não houve qualquer alongamento e não podíamos, em nenhuma oportunidade, permitir que houvesse também encurtamento do rito do funcionamento da comissão, para que não parecesse à sociedade brasileira que houvesse um encurtamento e desse a impressão de que estava havendo um açodamento", explicou.

Agência Senado
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